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Nossa discussão será apropriada se tiver tanta clareza quanto comporta o assunto, pois não se deve exigir a precisão em todos os raciocínios por igual [...]. E é dentro do mesmo espírito que cada proposição deverá ser recebida, pois é próprio do hoтет culto buscar a precisão, em cada gênero de coisas, apenas na medida em que a admite a natureza do assunto.
(Adaptado de: Aristóteles. Ética a Nicômacos. Brasília: Editora UnB, 3.ed., 1992, p.18)
Confrontando o trecho acima com o texto de Augusto Meyer, considere as seguintes afirmativas:
I. Enquanto Aristóteles demonstra conhecer seu objeto o suficiente para estimar o teor de suas proposições, Augusto Meyer considera, em sua abordagem, a possibilidade do novo.
II. Em ambos os textos, busca-se uma adequação entre método e objeto a ser analisado, a qual tem como ponto de partida a consideração das características do objeto.
III. Aristóteles, ao dizer que não se deve exigir a precisão em todos os raciocínios por igual assemelha-se, quanto ao método, a Taine, que, segundo Augusto Meyer, deduz forçosamente de uma ideia preconcebida as componentes que deverão formaro caráter de uma épocа.
Está correto o que se afirma em
I. Se, em Clastres, o que motiva a hipótese contrária às provas materiais é o uso da lógica, em Franco-Moraes, são provas materiais que subsidiam a percepção de diferenças em concepções de mundo.
II. Em Clastres, a lógica de La Boétie se contrapõe ao seguinte raciocínio indutivo: há dominantes e dominados em todas as sociedades observadas, logo, a hierarquia é imanente à sociedade.
III. Em Franco-Moraes, o fato de os indígenas terem permanecido na floresta como extrativistas e coletores corrobora o argumento de que a consideram como um ambiente cultural.
Está correto o que se afirma em
A1. Quanto melhor o desempenho em matemática dos jovens de um país, maior é seu PIB per capita. A correlação é clara e consistente.
A2. Se o Brasil quiser sair do grupo dos países subdesenvolvidos, o caminho é inequívoco: investir seriamente em educação matemática.
Para sustentar essas afirmações, a pessoa utilizou, entre outros elementos, o gráfico a seguir, fornecido pela OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico), o qual relaciona o PIB per capita dos países membros com as notas obtidas pelos jovens desses países no PISA, avaliação internacional de matemática realizada em 2022. Também é mostrada uma linha de tendência que resume essa relação.
PIB per capita (em dólares americanos) (Source: OECD, PISA 2022 Database, Tables I.B1.2.1 and I.B3.2.1)
A interpretação desse gráfico, de forma isolada,
Parte da razão desse orgulho obstinado pelo analfabetismo em matemática é que, em geral, suas consequências não são tão óbvias como as de outra natureza. Por isso, e porque acredito firmemente que as pessoas reagem melhor a detalhes ilustrativos do que a uma exposição geral, este livro examinará muitos exemplos reais de analfabetismo em matemática - entre eles, trapaças com ações, escolha de uma esposa, psicologia de jornal, afirmações sobre dieta e medicina, o risco do terrorismo, astrologia, recordes esportivos, eleições, [...] loterias e testes de drogas.
(PAULOS, John Allen. Analfabetismo em matemática e suas consequências. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1994)
De acordo com a argumentação do autor, a causa do problema apresentado por ele no texto é
Qual dos fatos a seguir, se verdadeiro, enfraquecerá consideravelmente o argumento apresentado?
Com juros mais altos e endividamento maior, o custo de rolagem cresce rapidamente, enquanto os gastos discricionários se comprimem em orçamentos cada vez mais apertados. Além disso, seguimos acumulando contas a pagar: o envelhecimento da população exige mais recursos; tensões geopolíticas elevam os gastos com defesa; somam-se os custos da transição energética e da reconstrução das cadeias globais de produção.
Nesse contexto, prospera a ilusão de que será possível consertar tudo com menos trabalho, mais direitos para todos ou simples redistribuição de riqueza. O ponto central, porém, permanece fora do debate: sem geração de riqueza, não há redistribuição sustentável. [...]
(Roberto Campos Neto, 03/01/2026. Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/roberto-campos-neto/2026/01/produtividade-e-crescimento-sustentavel.shtml)
Em sua análise, o colunista aponta um impasse econômico que tem atingido vários países ao redor do mundo. Considerando válida sua argumentação, uma ação que poderia contribuir para resolver esse impasse é
Empolgados com os resultados obtidos, os administradores da cidade decidiram, no ano seguinte, ampliar o programa. Com isso, cada veículo passou a ficar impedido de circular em dois dias por semana. Entretanto, após a implantação dessa segunda fase, foi observado um aumento de 3% nos níveis de poluição do município.
Considerando que a população da cidade se manteve aproximadamente constante desde a implantação do sistema de rodízio, uma explicação plausível para o que foi observado na cidade é: com o aumento da restrição,
1. Renato terminou a corrida 15 posições à frente de Válter, que foi o décimo oitavo colocado.
2. Exatamente dois corredores terminaram a corrida à frente de Renato e 15 terminaram depois dele.
Para determinar a quantidade exata de corredores que disputaram a corrida,
A analogia é bem apropriada, dado que captura tanto os objetivos quanto as frustrações da pesquisa científica: queremos aprender o máximo possível sobre o mundo e traduzir o que aprendemos em um mapa que outros podem ler. Quanto mais aprendemos, mais detalhado fica o mapa. Entretanto, como o filósofo francês Bernard Le Bovier de Fontenelle já sabia em 1686, podemos ver apenas uma fração do que existe. Por consequência, qualquer mapa que produzimos é necessariamente incompleto. [...]
(Marcelo Gleiser, 12/08/2018. Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/marcelogleiser/2018/08/mapeando-a-realidadeem-busca-de-uma-perfeicao-inatingivel.shtml)
Considere cinco pesquisas científicas fictícias cujos objetivos fossem desenvolver:
I. uma droga capaz de curar todos os tipos de lesões cancerígenas.
II. uma liga metálica capaz de resistir a temperaturas mais altas do que as ligas atuais.
III. uma ferramenta de inteligência artificial capaz de compor uma sinfonia.
IV. uma bateria para carros elétricos com vida útil dez vezes maior do que a das atuais.
V. um robô humanoide capaz de conduzir um ônibus em uma grande cidade.
Entre essas pesquisas científicas, aquela que poderia ser criticada usando um argumento análogo ao apresentado no texto de Marcelo Gleiser é
Um incauto até poderia se sentir tentado a abraçar o argumento. Não só a Dinamarca, mas vários países europeus têm listas de vacinas da infância bem mais curtas que a dos EUA. E que no velho continente existem bons sistemas de saúde pública e as doenças infecciosas estão mais contidas do que no novo mundo. Ali, sai bem mais barato diagnosticar e tratar precocemente os poucos casos que surgirão do que vacinar todas as crianças contra moléstias que elas nunca pegarão.
E as autoridades sanitárias europeias não padecem do antivacinismo ideológico. Se a situação epidemiológica mudar, as vacinas serão rapidamente incluídas no calendário de imunizações.
(Hélio Schwartsman, 30/12/2025. Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/helioschwartsman/2025/12/faca-a-americadoente-de-novo.shtml)
A crítica do articulista ao argumento de Robert Kennedy Jr. pode ser resumida pelo fato de que