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Q4345098 Português
Texto de referência para responder à questão.


O sonho lunar e as urgências terrestres

[...]


    Durante décadas, a expressão "vender terreno na Lua" foi sinônimo universal de golpe, o exemplo máximo do estelionato praticado por vigaristas contra incautos sonhadores. Oferecer a posse do inalcançável era a definição clássica de enganação. Por isso, não deixa de ser curioso — e, até certo ponto, irônico — o anúncio da SpaceX, empresa comandada pelo trilionário Elon Musk, de que a prioridade de seus esforços espaciais se voltará para a construção de uma cidade na Lua.

    [...]

     Para além do deslumbramento com foguetes reutilizáveis e bases pressurizadas, o anúncio de Elon Musk provoca a sociedade a uma reflexão ética sobre o destino dos recursos globais e a própria natureza das aspirações. Além de todos os problemas da sociedade, guerras e conflitos cada vez mais tensos e a aceleração da crise climática, que já impõe perdas irreversíveis a populações inteiras, observa-se uma desconexão gritante de prioridades.

    O investimento maciço na colonização da Lua, um local totalmente hostil e inóspito à vida, num momento em que a governança global falha em garantir o básico — água, alimento e segurança — para bilhões de pessoas, soa como uma dissonância cognitiva em escala planetária. Busca-se oxigênio na Lua enquanto deixa-se o ar irrespirável na Terra.

    Não se trata de negar o valor da exploração espacial. A ciência, a tecnologia de materiais e as telecomunicações devem muito à corrida para o cosmos. Mas é gritante o contraste entre a sofisticação da engenharia necessária para manter a vida no vácuo espacial e a incapacidade política de garantir a sobrevivência digna em ecossistemas abundantes na Terra.

    Há, além disso, um perigo moral quando a colonização de outros mundos passa a ser vendida — implícita ou explicitamente — como um "plano B" para uma elite ou como uma rota de fuga de um planeta que nós mesmos estamos exaurindo, conforme o próprio Musk já avisou que pretende. A fascinação por morar em cidades dentro de redomas de vidro em Marte ou na Lua não pode servir de cortina de fumaça para o fracasso na gestão da Terra.

    Antes da autoproclamação de que somos uma espécie multiplanetária, há o dever inadiável de provar que somos capazes de ser uma espécie sustentável. De que adianta exportar a presença humana para as estrelas se levarmos na bagagem os mesmos vícios de desigualdade, predação e negligência que ameaçam a casa original?

    O sonho de caminhar em outros mundos é legítimo e inspirador, mas ele não deve atropelar a responsabilidade presente. A Lua pode esperar; a fome, a crise climática e as guerras que assolam este pálido ponto azul, não. A verdadeira fronteira a ser conquistada não está a 384 mil quilômetros de distância, mas aqui mesmo, na resolução das mazelas que ainda nos prendem ao chão. Antes de olharmos para o céu com cobiça imobiliária, precisamos resolver a Terra com urgência humanitária.


https://www.correiobraziliense.com.br/Acesso em: 14 fev.2026.
A assertiva que apresenta a tese defendida no texto é:
Alternativas
Q4345097 Português
Texto de referência para responder à questão.


O sonho lunar e as urgências terrestres

[...]


    Durante décadas, a expressão "vender terreno na Lua" foi sinônimo universal de golpe, o exemplo máximo do estelionato praticado por vigaristas contra incautos sonhadores. Oferecer a posse do inalcançável era a definição clássica de enganação. Por isso, não deixa de ser curioso — e, até certo ponto, irônico — o anúncio da SpaceX, empresa comandada pelo trilionário Elon Musk, de que a prioridade de seus esforços espaciais se voltará para a construção de uma cidade na Lua.

    [...]

     Para além do deslumbramento com foguetes reutilizáveis e bases pressurizadas, o anúncio de Elon Musk provoca a sociedade a uma reflexão ética sobre o destino dos recursos globais e a própria natureza das aspirações. Além de todos os problemas da sociedade, guerras e conflitos cada vez mais tensos e a aceleração da crise climática, que já impõe perdas irreversíveis a populações inteiras, observa-se uma desconexão gritante de prioridades.

    O investimento maciço na colonização da Lua, um local totalmente hostil e inóspito à vida, num momento em que a governança global falha em garantir o básico — água, alimento e segurança — para bilhões de pessoas, soa como uma dissonância cognitiva em escala planetária. Busca-se oxigênio na Lua enquanto deixa-se o ar irrespirável na Terra.

    Não se trata de negar o valor da exploração espacial. A ciência, a tecnologia de materiais e as telecomunicações devem muito à corrida para o cosmos. Mas é gritante o contraste entre a sofisticação da engenharia necessária para manter a vida no vácuo espacial e a incapacidade política de garantir a sobrevivência digna em ecossistemas abundantes na Terra.

    Há, além disso, um perigo moral quando a colonização de outros mundos passa a ser vendida — implícita ou explicitamente — como um "plano B" para uma elite ou como uma rota de fuga de um planeta que nós mesmos estamos exaurindo, conforme o próprio Musk já avisou que pretende. A fascinação por morar em cidades dentro de redomas de vidro em Marte ou na Lua não pode servir de cortina de fumaça para o fracasso na gestão da Terra.

    Antes da autoproclamação de que somos uma espécie multiplanetária, há o dever inadiável de provar que somos capazes de ser uma espécie sustentável. De que adianta exportar a presença humana para as estrelas se levarmos na bagagem os mesmos vícios de desigualdade, predação e negligência que ameaçam a casa original?

    O sonho de caminhar em outros mundos é legítimo e inspirador, mas ele não deve atropelar a responsabilidade presente. A Lua pode esperar; a fome, a crise climática e as guerras que assolam este pálido ponto azul, não. A verdadeira fronteira a ser conquistada não está a 384 mil quilômetros de distância, mas aqui mesmo, na resolução das mazelas que ainda nos prendem ao chão. Antes de olharmos para o céu com cobiça imobiliária, precisamos resolver a Terra com urgência humanitária.


https://www.correiobraziliense.com.br/Acesso em: 14 fev.2026.
O projeto de Elon Musk tem motivação egoísta e comercial. Essa percepção está sugerida no seguinte fragmento do texto: 
Alternativas
Q4345096 Português
Texto de referência para responder à questão.


O sonho lunar e as urgências terrestres

[...]


    Durante décadas, a expressão "vender terreno na Lua" foi sinônimo universal de golpe, o exemplo máximo do estelionato praticado por vigaristas contra incautos sonhadores. Oferecer a posse do inalcançável era a definição clássica de enganação. Por isso, não deixa de ser curioso — e, até certo ponto, irônico — o anúncio da SpaceX, empresa comandada pelo trilionário Elon Musk, de que a prioridade de seus esforços espaciais se voltará para a construção de uma cidade na Lua.

    [...]

     Para além do deslumbramento com foguetes reutilizáveis e bases pressurizadas, o anúncio de Elon Musk provoca a sociedade a uma reflexão ética sobre o destino dos recursos globais e a própria natureza das aspirações. Além de todos os problemas da sociedade, guerras e conflitos cada vez mais tensos e a aceleração da crise climática, que já impõe perdas irreversíveis a populações inteiras, observa-se uma desconexão gritante de prioridades.

    O investimento maciço na colonização da Lua, um local totalmente hostil e inóspito à vida, num momento em que a governança global falha em garantir o básico — água, alimento e segurança — para bilhões de pessoas, soa como uma dissonância cognitiva em escala planetária. Busca-se oxigênio na Lua enquanto deixa-se o ar irrespirável na Terra.

    Não se trata de negar o valor da exploração espacial. A ciência, a tecnologia de materiais e as telecomunicações devem muito à corrida para o cosmos. Mas é gritante o contraste entre a sofisticação da engenharia necessária para manter a vida no vácuo espacial e a incapacidade política de garantir a sobrevivência digna em ecossistemas abundantes na Terra.

    Há, além disso, um perigo moral quando a colonização de outros mundos passa a ser vendida — implícita ou explicitamente — como um "plano B" para uma elite ou como uma rota de fuga de um planeta que nós mesmos estamos exaurindo, conforme o próprio Musk já avisou que pretende. A fascinação por morar em cidades dentro de redomas de vidro em Marte ou na Lua não pode servir de cortina de fumaça para o fracasso na gestão da Terra.

    Antes da autoproclamação de que somos uma espécie multiplanetária, há o dever inadiável de provar que somos capazes de ser uma espécie sustentável. De que adianta exportar a presença humana para as estrelas se levarmos na bagagem os mesmos vícios de desigualdade, predação e negligência que ameaçam a casa original?

    O sonho de caminhar em outros mundos é legítimo e inspirador, mas ele não deve atropelar a responsabilidade presente. A Lua pode esperar; a fome, a crise climática e as guerras que assolam este pálido ponto azul, não. A verdadeira fronteira a ser conquistada não está a 384 mil quilômetros de distância, mas aqui mesmo, na resolução das mazelas que ainda nos prendem ao chão. Antes de olharmos para o céu com cobiça imobiliária, precisamos resolver a Terra com urgência humanitária.


https://www.correiobraziliense.com.br/Acesso em: 14 fev.2026.
Analise os itens a seguir quanto à linha editorial do Correio Brasiliense, no texto de referência.

I. É de neutralidade em relação à venda de terrenos na lua pela SpaceX.
II. Assume uma conduta antitecnologia e preocupada com a possibilidade de se construir uma cidade espacial.
III. Valida os benefícios da tecnologia e critica o contraste ético entre a tecnologia espacial e a degradação ambiental da Terra.

Está correto o que se afirma em: 
Alternativas
Q4345095 Saúde Pública
Em uma unidade pública de saúde, a equipe decidiu revisar seus processos de atendimento para garantir que cada usuário seja recebido, ouvido e tenha suas demandas analisadas de forma qualificada, independentemente de agendamento prévio ou da complexidade inicial do problema apresentado. De acordo com a Política Nacional de Humanização, essa prática corresponde a qual ao princípio? Analise as alternativas a seguir e assinale a CORRETA.
Alternativas
Q4345094 Saúde Pública
Durante a elaboração do plano municipal de saúde mental, a equipe gestora decide priorizar ações desenvolvidas diretamente nos territórios, favorecendo a inclusão social dos usuários, o fortalecimento da autonomia e o exercício da cidadania. De acordo com a Portaria nº 3.088/2011, essa decisão está alinhada a uma diretriz da Rede de Atenção Psicossocial. Analise as alternativas a seguir e assinale a diretriz CORRETA.
Alternativas
Q4345093 Direito Sanitário
Conforme a Portaria nº 3.088/2011, analise as alternativas a seguir e assinale aquela que NÃO se constitui componente da Rede de Atenção Psicossocial. 
Alternativas
Q4345092 Saúde Pública
Ao elaborar seu plano de ação, uma equipe de saúde considera simultaneamente ações preventivas, assistenciais e de reabilitação. Analise as alternativas a seguir e assinale a CORRETA, quanto ao alinhamento dessa abordagem aos princípios do SUS: 
Alternativas
Q4345091 Direito Sanitário
Instância colegiada, representada por vários segmentos sociais, avalia a situação de saúde da população de determinado município e propõe diretrizes para a formulação das políticas públicas. Segundo a Lei nº 8.142/1990, analise as alternativas a seguir e assinale a CORRETA quanto a essa instância. 
Alternativas
Q4345090 Saúde Pública
Um Conselho Municipal de Saúde está discutindo o Relatório Anual de Gestão apresentado pela Secretaria Municipal de Saúde. Analise as alternativas a seguir e assinale a CORRETA, quanto a uma das competências do Conselho. 
Alternativas
Q4345089 Direito Sanitário
Em determinada região, municípios vizinhos organizam conjuntamente serviços especializados para atender à população de forma integrada. Analise as alternativas a seguir e de acordo, com o Decreto nº 7.508/2011, assinale a alternativa CORRETA quanto ao âmbito dessa forma de organização. 
Alternativas
Q4345088 Direito Sanitário
Para responder a questão:


Um determinado município um paciente foi atendido em um hospital geral com e quadro de doença mental e posteriormente encaminhado ao centro de atenção psicossocial (CAPS) do município, que após atendimento e estabilização, organizou o acompanhamento conjunto com a unidade básica de saúde (UBS). Um dos familiares desse paciente que fazia parte de uma associação local de moradores, passou a integrar o conselho municipal de saúde a fim de apoiar na proposição de melhorias na estrutura dos serviços de saúde mental do município. 
Considerando a situação descrita anteriormente, com base na Lei nº 8.080/1990 e a Lei nº 8.142/1990, a atuação do familiar no Conselho Municipal de Saúde exemplifica o princípio da gestão participativa no SUS. Sobre esse princípio na política de saúde, analise as alternativas a seguir e assinale a CORRETA.
Alternativas
Q4345087 Saúde Pública
Para responder a questão:


Um determinado município um paciente foi atendido em um hospital geral com e quadro de doença mental e posteriormente encaminhado ao centro de atenção psicossocial (CAPS) do município, que após atendimento e estabilização, organizou o acompanhamento conjunto com a unidade básica de saúde (UBS). Um dos familiares desse paciente que fazia parte de uma associação local de moradores, passou a integrar o conselho municipal de saúde a fim de apoiar na proposição de melhorias na estrutura dos serviços de saúde mental do município. 
Considerando a situação descrita anteriormente e com base na Lei nº 8.080/1990, a articulação entre a urgência hospitalar, o atendimento especializado no CAPS e de acompanhamento na UBS que exemplificam o cumprimento de um dos princípios do SUS. Analise as alternativas a seguir e assinale a CORRETA.
Alternativas
Q4345086 Direito Sanitário
Um dos profissionais de saúde do Centro de Atenção Psicossocial, em uma reunião de equipe afirmou que somente pacientes que comprovem residência no município podem receber atendimento pelo SUS. Considerando a situação descrita e de acordo com a Constituição da República Federativa do Brasil, analise as alternativas a seguir e assinale a CORRETA. 
Alternativas
Q4345085 Psiquiatria

A Sra. K., uma mulher de 70 anos, foi levada ao pronto-socorro por policiais. A polícia respondeu a denúncias de vizinhos de que a Sra. K. estava vagando pelo bairro e não cuidava de si mesma. Quando a encontraram em seu apartamento, estava suja, cheirava mal e vestia apenas um sutiã. Seu apartamento também estava imundo, cheio de lixo e comida podre. Ao ser entrevistada, a Sra. K. não olhava para o entrevistador, estava confusa e não respondia à maioria das perguntas. Sabia seu nome e endereço, mas não a data. Foi incapaz de descrever os acontecimentos que levaram a sua admissão. No dia seguinte, o psiquiatra supervisor tentou entrevistá-la. Sua expressão facial ainda não esboçava reação, e ela não sabia o mês nem o nome do hospital em que estava. Explicou que os vizinhos haviam chamado a polícia porque ela estava “doente” e que realmente se sentia doente e fraca, com dores no ombro. Relatou também que não se alimentava havia três dias. Negou já ter estado em um hospital psiquiátrico e ouvir vozes, mas admitiu ter consultado um psiquiatra uma vez porque tinha dificuldades para dormir. Disse que o médico receitara um medicamento, cujo nome não conseguia lembrar.

Considerando o início aparentemente recente do quadro e a presença de alteração da orientação e do estado mental, qual é o diagnóstico CORRETO?
Alternativas
Q4345084 Psiquiatria
Um paciente de 68 anos, com doença terminal em fase avançada, que apresentou inicialmente grande dificuldade em aceitar o diagnóstico e, posteriormente, manifesta raiva e frustração diante da proximidade da morte. Após algum tempo, HOJE, passa a compreender que a morte é inevitável e que faz parte da experiência universal de todos os seres humanos. Embora possa apresentar momentos de tristeza, demonstra maior serenidade e consegue conversar abertamente com seus familiares e com a equipe médica sobre seus medos, suas crenças, o significado de sua vida e a maneira como deseja enfrentar o período final. Em circunstâncias ideais, consegue resolver parte de seus conflitos relacionados à inevitabilidade da morte e lidar melhor com o desconhecido. Segundo o modelo dos cinco estágios de Elisabeth KüblerRoss, qual estágio está sendo descrito?
Alternativas
Q4345083 Psiquiatria
Diversas condições potencialmente reversíveis podem produzir alterações cognitivas e comportamentais que se assemelham a um quadro demencial. Diante de um paciente com suspeita de demência, qual das alternativas a seguir apresenta apenas condições potencialmente reversíveis que devem ser investigadas como causas de comprometimento cognitivo?
Alternativas
Q4345082 Psiquiatria
Para questão


A Sra. M. procurou tratamento para sintomas que desenvolveu na sequência de uma agressão que havia ocorrido seis semanas antes de sua avaliação psiquiátrica. Quando saía do trabalho tarde da noite, foi atacada em um estacionamento próximo ao hospital em que trabalhava. Ela foi estuprada e muito agredida, mas conseguiu escapar e chamar ajuda. No encaminhamento, relatou pensamentos intrusivos a respeito da agressão, incluindo pesadelos com o evento e visões intrusivas recorrentes de seu agressor. Contou que agora pega o ônibus para o trabalho a fim de evitar a cena do ataque e que teve que mudar seu horário para que não tivesse que sair do prédio depois de escurecer. Além disso, relatou que tinha dificuldades em interagir com homens, sobretudo com aqueles parecidos com seu atacante, e, consequentemente, evitava tais interações sempre que possível. A Sra. M. descreveu aumento na irritabilidade, dificuldade em permanecer dormindo à noite, pouca concentração e foco aumentado em seu ambiente, em particular após escurecer.
Considerando o diagnóstico e a gravidade dos sintomas apresentados pela Sra. M., qual das seguintes alternativas representa uma abordagem terapêutica apropriada?
Alternativas
Q4345081 Psiquiatria
Para questão


A Sra. M. procurou tratamento para sintomas que desenvolveu na sequência de uma agressão que havia ocorrido seis semanas antes de sua avaliação psiquiátrica. Quando saía do trabalho tarde da noite, foi atacada em um estacionamento próximo ao hospital em que trabalhava. Ela foi estuprada e muito agredida, mas conseguiu escapar e chamar ajuda. No encaminhamento, relatou pensamentos intrusivos a respeito da agressão, incluindo pesadelos com o evento e visões intrusivas recorrentes de seu agressor. Contou que agora pega o ônibus para o trabalho a fim de evitar a cena do ataque e que teve que mudar seu horário para que não tivesse que sair do prédio depois de escurecer. Além disso, relatou que tinha dificuldades em interagir com homens, sobretudo com aqueles parecidos com seu atacante, e, consequentemente, evitava tais interações sempre que possível. A Sra. M. descreveu aumento na irritabilidade, dificuldade em permanecer dormindo à noite, pouca concentração e foco aumentado em seu ambiente, em particular após escurecer.
Considerando o quadro clínico apresentado, qual dos seguintes conjuntos de sintomas melhor representa os principais grupos sintomáticos observados no transtorno da Sra. M.?
Alternativas
Q4345080 Psiquiatria
Para questão


A Sra. M. procurou tratamento para sintomas que desenvolveu na sequência de uma agressão que havia ocorrido seis semanas antes de sua avaliação psiquiátrica. Quando saía do trabalho tarde da noite, foi atacada em um estacionamento próximo ao hospital em que trabalhava. Ela foi estuprada e muito agredida, mas conseguiu escapar e chamar ajuda. No encaminhamento, relatou pensamentos intrusivos a respeito da agressão, incluindo pesadelos com o evento e visões intrusivas recorrentes de seu agressor. Contou que agora pega o ônibus para o trabalho a fim de evitar a cena do ataque e que teve que mudar seu horário para que não tivesse que sair do prédio depois de escurecer. Além disso, relatou que tinha dificuldades em interagir com homens, sobretudo com aqueles parecidos com seu atacante, e, consequentemente, evitava tais interações sempre que possível. A Sra. M. descreveu aumento na irritabilidade, dificuldade em permanecer dormindo à noite, pouca concentração e foco aumentado em seu ambiente, em particular após escurecer.
Qual é o diagnóstico clínico para o caso clínico apresentado?
Alternativas
Q4345079 Psiquiatria
Para questão.


Um paciente, que não fora analisado, reclamou, na primeira entrevista de que sofria da compulsão de olhar para trás constantemente, por medo de que pudesse ter deixado algo importante atrás dele. Essas ideias eram predominantes. Ele podia ter deixado uma moeda no chão; podia ter pisado em um inseto; ou um inseto podia ter caído de costas e precisado de ajuda. Também tinha medo de tocar em tudo e, sempre que tocava em um objeto, precisava se convencer de que não o havia destruído. Ele não tinha ocupação, pois essas graves compulsões perturbavam todas as suas atividades de trabalho; no entanto, tinha uma paixão: limpar casas. Ele gostava de visitar os vizinhos e limpar suas casas, só por diversão. Outro sintoma foi descrito pelo paciente como “consciência das roupas”; ele estava sempre preocupado a respeito de se seu terno servia ou não. Também afirmou que a sexualidade não exercia um papel importante em sua vida. Tinha relações sexuais 2 a 3 vezes por ano apenas, e exclusivamente com garotas por quem não tinha qualquer interesse pessoal. Mais tarde, mencionou outro sintoma. Quando criança, considerava sua mãe nojenta e tinha um medo terrível de encostar nela. Não havia nenhum motivo real por trás desse nojo, pois a mãe havia sido uma boa pessoa.
Qual é o tratamento de primeira linha mais indicado para o paciente descrito?
Alternativas
Respostas
18381: A
18382: D
18383: B
18384: C
18385: A
18386: D
18387: D
18388: A
18389: C
18390: B
18391: D
18392: B
18393: C
18394: C
18395: B
18396: B
18397: C
18398: D
18399: A
18400: C