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Q2409146 Medicina

No distúrbio do metabolismo mineral e ósseo, conhecido como osteodistrofia renal, paciente com dor óssea, fraqueza muscular, deformidades ósseas frequentes, calcificações extraósseas pouco frequentes, apresenta cálcio diminuído, fósforo diminuído, relação Ca/P normal, sem acrosteólise, densidade óssea diminuída, com zonas de Looser nas costelas. Das doenças a seguir, aquela que pode corresponder a esse quadro é

Alternativas

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Tema central: A questão aborda osteodistrofia renal, especificamente o diagnóstico diferencial dos distúrbios ósseos em pacientes com doença renal crônica (DRC). O foco é reconhecer, através de achados clínicos e laboratoriais, a entidade osteomalácia – condição causada por deficiência na mineralização da matriz óssea.

Justificativa da alternativa correta – Osteomalácia (C): O quadro descrito no enunciado (dor óssea, fraqueza muscular, deformidades, fosfato e cálcio diminuídos, presença de zonas de Looser, relação Ca/P normal e ausência de acrosteólise) é típico de osteomalácia. Conforme o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) de Raquitismo e Osteomalácia do Ministério da Saúde: "o diagnóstico de osteomalácia é baseado em dor óssea difusa, fraqueza muscular, hipocalcemia, hipofosfatemia e zonas de Looser nas radiografias" (seção Critérios Diagnósticos).

No contexto da DRC, a osteomalácia ocorre por deficiência de vitamina D ativa, prejudicando a mineralização óssea. Radiologicamente, zonas de Looser são linhas radiotransparentes, clássicas desse diagnóstico. Os sintomas de dor e deformidade, além do perfil laboratorial, são determinantes para diferenciar a osteomalácia de outros tipos de osteodistrofia.

Análise das alternativas incorretas:

A) Osteíte fibrosa: Provocada por hiperparatireoidismo secundário, cursa com elevação de PTH, reabsorção óssea, fibrose, podendo ocorrer acrosteólise e aumento do cálcio ou fósforo – incompatível com quadro de hipocalcemia e ausência de acrosteólise.

B) Hiperparatireoidismo secundário: Está na fisiopatologia da osteíte fibrosa. Ocorre aumento de PTH, dor óssea e lesões ósteoclasticas, mas não cursa com concentração diminuída de cálcio e fósforo como padrão.

D) Doença óssea adinâmica: Caracteriza-se por baixa remodelação óssea, sem sintomas exuberantes de dor ou deformidades; exames podem mostrar níveis normais de cálcio/fósforo, o que a exclui pelo enunciado.

E) Intoxicação por alumínio: Pode causar osteomalácia, mas tipicamente ocorre em pacientes em diálise com histórico de exposição ao alumínio. Geralmente, há sinais clínicos adicionais (encefalopatia, microcitose), não citados no caso clínico.

Dicas de interpretação para provas: Atente-se a palavras-chave como “zonas de Looser”, alterações do cálcio/fósforo e sintomas marcantes de dor e fraqueza: todos fortemente sugerem osteomalácia. Fique atento à ausência de achados típicos de outras opções, e ao perfil laboratorial característico.

Resumo: O quadro clássico descrito remete à osteomalácia, alinhado com as diretrizes mais recentes e a melhor prática clínica.

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