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Q4152317 Medicina
A doença pulmonar obstrutiva crônica tem sua gravidade estabelecida
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Gabarito: B

Fundamento decisivo: Na DPOC, a estratificação clínica para manejo considera sintomas e histórico de exacerbações; a espirometria avalia a limitação ao fluxo aéreo, mas não define sozinha a gravidade clínica global. Assim, a alternativa B é a correta.

Tema central: Estratificação clínica da DPOC
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque confunde graduação da obstrução com gravidade clínica global. A espirometria é essencial para confirmar obstrução persistente e graduar a limitação ao fluxo aéreo, mas, isoladamente, não estabelece toda a gravidade da DPOC no manejo atual. Pela avaliação combinada descrita no GOLD, sintomas e exacerbações precisam entrar na estratificação clínica.
B
Certa
A alternativa B está correta porque a classificação clínica contemporânea da DPOC para estratificação terapêutica considera dois eixos centrais: intensidade dos sintomas e número/gravidade de exacerbações. Esse é o fundamento decisivo da avaliação combinada da DPOC no GOLD. Esses elementos traduzem impacto funcional e risco futuro, que são exatamente os parâmetros clínicos relevantes quando a questão cobra gravidade no manejo atual.
C
Errada
Está errada porque uso recorrente de corticoide inalatório não é critério classificatório de gravidade. Esse medicamento é escolhido em subgrupos específicos, especialmente conforme perfil de exacerbação e contexto fenotípico, em associação com broncodilatadores, e sua presença ou ausência não define sozinha a gravidade da DPOC. Transformar medicação em marcador de gravidade é erro de raciocínio terapêutico.
D
Errada
Está errada porque frequência de sintomas noturnos não é o eixo clássico de classificação da gravidade da DPOC. Esse tipo de parâmetro é mais característico do raciocínio de controle da asma. Na DPOC, a estratificação clínica pedida na questão se apoia em sintomas globais e histórico de exacerbações, não em sintoma noturno isolado.
Pegadinha da questão
A banca explora a confusão entre a classificação espirométrica da obstrução pelo VEF1 e a avaliação clínica atual da DPOC para manejo; além disso, usa sintomas noturnos como distrator típico de asma.
Dica para questões semelhantes
  • Em DPOC, se a pergunta for sobre estratificação clínica ou manejo, procure a combinação entre sintomas e exacerbações.
  • Não trate a espirometria como suficiente para toda a gravidade: ela é essencial para diagnóstico e graduação da obstrução, mas não resume o impacto clínico.
  • Não use medicação em curso como critério classificatório automático; primeiro identifique qual parâmetro clínico ou funcional a questão está cobrando.
  • Se aparecer sintoma noturno como critério central, pense em possível mistura indevida com parâmetros de asma.

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