As pastagens representam a forma mais prática e econômica d...
Gabarito comentado
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Tema central: identificação de gramíneas que, além de alimentar, podem intoxicar ovinos e causar fotossensibilização. A “palavra-chave” na prova é fotossensibilização: no Brasil, o grupo mais clássico associado é o gênero Brachiaria.
Alternativa correta: D – Brachiaria decumbens
A B. decumbens contém saponinas esteroidais (ex.: protodioscina) que causam dano hepatobiliar (colestase, necrose de hepatócitos e de epitélio biliar). Com o fígado comprometido, a filoeritrina (produto da degradação da clorofila) não é excretada, acumula-se no sangue e, sob luz solar, desencadeia fotossensibilização hepatógena. Sinais: apatia, perda de peso, icterícia, prurido e lesões cutâneas em áreas claras (orelhas, focinho, dorso), além de hepatomegalia; laboratório com aumento de GGT/AST. Confirmação: histórico de pastejo em Brachiaria, achados histológicos (cristais birrefringentes em ductos biliares) e exclusão de outras causas.
Estratégia de prova: leu “fotossensibilização em ovinos por pasto”? Pense primeiro em Brachiaria. Outras gramíneas têm riscos, mas não esse padrão clássico.
Por que as demais estão incorretas?
A – Coast cross (Cynodon spp.): forrageira de alto valor, não é reconhecida como causa típica de fotossensibilização em ovinos. Pode, em manejo inadequado, concentrar nitratos ou associar-se a distúrbios não fotossensibilizantes, mas isso é circunstancial e raro frente ao padrão clássico de Brachiaria.
B – Green panic (Panicum maximum): amplamente usado; não é descrito, no contexto nacional de ovinos, como causa comum de fotossensibilização. Alguns Panicum podem ter problemas com oxalatos em animais não adaptados, porém a associação forte com fotossensibilização é com Brachiaria.
C – Pensacola (Paspalum notatum): quando problemático, relaciona-se a “stagers” por fungos (Claviceps/ergot nas panículas), cursando com tremores/ataxia, e não com fotossensibilização. Não há padrão de hepatotoxicidade fotossensibilizante como na Brachiaria.
Conduta prática (quando cobrada): retirar imediatamente do pasto de Brachiaria, oferecer sombra e forragem segura (feno/silagem), controle de dor e inflamação, tratar infecções cutâneas secundárias e monitorar enzimas hepáticas. Prevenção: evitar lotação de animais não adaptados em áreas de Brachiaria de alto risco, suplementar, introdução gradual e manejo da pastagem.
Referências essenciais: Riet-Correa F. et al. Doenças de Ruminantes e Equídeos; Tokarnia CH. et al. Plantas Tóxicas do Brasil; Merck Veterinary Manual (fotossensibilização hepatógena em ruminantes); Publicações EMBRAPA sobre toxicoses por Brachiaria; Radostits OM. Veterinary Medicine.
Gabarito: D – Brachiaria decumbens
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