Leia o caso clínico a seguir. Paciente do sexo feminino, de...
Paciente do sexo feminino, de 50 anos, hipertensa, diabética, com antecedente de acidente vascular isquêmico há um ano, foi levada por familiares à unidade de emergência. Na anamnese, queixou-se de intensa palpitação, lipotimia e desconforto precordial que vem progredindo de intensidade há três dias. Pressão arterial: 126/82 mmHg, frequência cardíaca:160 BPM. O eletrocardiograma revelou ritmo de fibrilação atrial e não havia alterações sugestivas de isquemia.
Nesse caso,
Gabarito comentado
Confira o gabarito comentado por um dos nossos professores
Gabarito: A
Fundamento decisivo: O caso descreve fibrilação atrial com resposta ventricular rápida, com frequência cardíaca de 160 bpm, porém com pressão arterial preservada e sem sinais objetivos de instabilidade hemodinâmica grave ou isquemia no ECG. Nesse cenário, a conduta inicial aceitável é o controle da frequência ventricular por bloqueio da condução no nó AV, o que torna o deslanatosídeo compatível com o enunciado e sustenta o gabarito A.
- Na fibrilação atrial, primeiro defina se há instabilidade hemodinâmica objetiva; isso é o que indica cardioversão elétrica imediata.
- Se o paciente estiver estável, pense em controle de frequência por fármacos que reduzam a condução no nó AV.
- Não trate AAS como equivalente à anticoagulação para prevenção tromboembólica em FA de alto risco.
- Não confunda estratégia de controle do ritmo com a melhor conduta inicial em toda FA sintomática estável.
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