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Q4152315 Medicina
Leia o caso clínico a seguir.

Paciente do sexo feminino, de 50 anos, hipertensa, diabética, com antecedente de acidente vascular isquêmico há um ano, foi levada por familiares à unidade de emergência. Na anamnese, queixou-se de intensa palpitação, lipotimia e desconforto precordial que vem progredindo de intensidade há três dias. Pressão arterial: 126/82 mmHg, frequência cardíaca:160 BPM. O eletrocardiograma revelou ritmo de fibrilação atrial e não havia alterações sugestivas de isquemia.

Nesse caso,
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: A

Fundamento decisivo: O caso descreve fibrilação atrial com resposta ventricular rápida, com frequência cardíaca de 160 bpm, porém com pressão arterial preservada e sem sinais objetivos de instabilidade hemodinâmica grave ou isquemia no ECG. Nesse cenário, a conduta inicial aceitável é o controle da frequência ventricular por bloqueio da condução no nó AV, o que torna o deslanatosídeo compatível com o enunciado e sustenta o gabarito A.

Tema central: FA com resposta ventricular rápida estável
Análise das alternativas
A
Certa
A alternativa A está correta porque o deslanatosídeo é um digitálico capaz de reduzir a condução pelo nó AV e, assim, controlar a frequência ventricular na fibrilação atrial. Como a paciente está hemodinamicamente estável e o ECG não mostra isquemia, o controle de frequência é uma estratégia válida neste contexto.
B
Errada
Está errada porque cardioversão elétrica sincronizada imediata é indicada sobretudo na presença de instabilidade hemodinâmica relevante causada pela arritmia, como hipotensão importante, choque, edema agudo de pulmão, isquemia miocárdica em curso ou rebaixamento grave de perfusão. No caso, a pressão arterial está preservada e não há alterações sugestivas de isquemia no ECG.
C
Errada
Está errada porque a propafenona oral 600 mg é estratégia de controle do ritmo em situações selecionadas, não sendo a preferência automática na FA aguda estável descrita. O enunciado não traz base para priorizá-la em vez do controle de frequência, nem para assumir segurança estrutural ou ausência de cardiopatia isquêmica relevante.
D
Errada
Está errada porque a paciente tem alto risco tromboembólico na fibrilação atrial: antecedente de AVC isquêmico, hipertensão e diabetes. Nesse contexto, ácido acetilsalicílico isolado não é a melhor estratégia de prevenção de tromboembolismo arterial; a anticoagulação é superior, salvo contraindicação.
Pegadinha da questão
A banca confunde sintomas com instabilidade hemodinâmica e ainda tenta valorizar uma opção que soa ativa, mas não é a conduta decisiva no cenário estável descrito.
Dica para questões semelhantes
  • Na fibrilação atrial, primeiro defina se há instabilidade hemodinâmica objetiva; isso é o que indica cardioversão elétrica imediata.
  • Se o paciente estiver estável, pense em controle de frequência por fármacos que reduzam a condução no nó AV.
  • Não trate AAS como equivalente à anticoagulação para prevenção tromboembólica em FA de alto risco.
  • Não confunda estratégia de controle do ritmo com a melhor conduta inicial em toda FA sintomática estável.

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