Nos pacientes pediátricos portadores de estenose aórtica con...
Nos pacientes pediátricos portadores de estenose aórtica congênita, a técnica da cirurgia de Ross tem sua indicação em casos selecionados. Assinale a alternativa que apresenta a complicação tardia que leva a necessidade de re-operação.
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A questão abordada refere-se à técnica cirúrgica de Ross em pacientes pediátricos com estenose aórtica congênita. Essa técnica envolve a substituição da válvula aórtica do paciente pelo próprio autoenxerto pulmonar, e a válvula pulmonar é então substituída por um homógrafo.
Tema Central: A complicação tardia que leva à necessidade de reoperação na cirurgia de Ross.
A alternativa correta é a Alternativa C - Falência do autoenxerto pulmonar. Este é um problema conhecido da cirurgia de Ross, onde o autoenxerto pulmonar pode dilatar ao longo do tempo devido a ser colocado em posição sistêmica (aórtica), levando a uma disfunção valvar importante. Esta dilatação pode causar insuficiência da neo-valva aórtica, necessitando de intervenção cirúrgica adicional.
Análise das alternativas incorretas:
Alternativa A - Estenose subaórtica: Embora possa ocorrer após a cirurgia de Ross, não é a principal complicação tardia que leva a reoperação. Estenose subaórtica é mais associada a outras doenças congênitas e não a falência do autoenxerto.
Alternativa B - Insuficiência da neo-valva aórtica: Insuficiência pode ocorrer devido à dilatação do autoenxerto pulmonar, mas a falência do autoenxerto em si é o motivo primário para reoperação.
Alternativa D - Obstrução das artérias coronárias: Complicações coronarianas são uma preocupação imediata pós-operatória, não tardia. Isso se deve ao reposicionamento das artérias durante a cirurgia, mas não é a complicação tardia mais comum.
Alternativa E - Arritmias ventriculares: Embora elétrocardiogramas possam mostrar alterações pós-operatórias, arritmias não são a causa mais comum de reoperação em pacientes pós-cirurgia de Ross.
Em resumo, a falência do autoenxerto pulmonar é uma complicação tardia, predominante devido à sua adaptação em uma posição de alta pressão, levando à necessidade de reoperação.
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