Define-se hipogonadismo como a deficiência de testosterona ...
I- Pode resultar de uma doença dos testículos (hipogonadismo primário) ou do eixo hipotalâmico-hipofisário (hipogonadismo secundário).
II- Ambos são unicamente adquiridos como resultado de envelhecimento, doença, fármacos, medicamentos ou outros fatores.
III- Ainda, inúmeras deficiências congênitas de enzimas causam diversos graus de resistência androgênica dos órgãos-alvo.
IV- O diagnóstico é confirmado pelos níveis hormonais. O tratamento varia de acordo com a etiologia, mas tipicamente é feito com reposição do hormônio liberador de gonadotropina, gonadotropina ou testosterona.
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Tema central: O hipogonadismo se refere à deficiência de testosterona com manifestações clínicas ou laboratoriais, podendo ser primário (testicular) ou secundário (eixo hipotálamo-hipofisário). O diagnóstico exige associação entre sintomas, sinais e exames hormonais. O manejo depende da causa, priorizando a reposição hormonal dirigida.
Justificativa da alternativa correta (Letra D):
A alternativa D indica que apenas o item II está incorreto. Vejamos os itens:
I – Correto: O hipogonadismo pode ser causado tanto por doenças dos testículos (primário) quanto por disfunção no eixo hipotálamo-hipofisário (secundário). Ambas recebem ampla descrição em referências como o Harrison’s Principles of Internal Medicine e são fundamentais para a conduta clínica.
II – Incorreto: Erro conceitual: o item restringe as causas a adquiridas (envelhecimento, doenças, fármacos), ignorando causas congênitas. Diretrizes da Associação Médica Brasileira e o UpToDate evidenciam inúmeras causas congênitas como as síndromes de Klinefelter (primária) e Kallmann (secundária). Portanto, o item II é falso ao limitar as etiologias.
III – Correto: Diversas deficiências enzimáticas congênitas (ex: insensibilidade parcial ou total aos androgênios) provocam resistência dos órgãos-alvo, mecanismo reconhecido em protocolos e consensos (exemplo: Manual de Rotinas em Endocrinologia Clínica).
IV – Correto: O diagnóstico do hipogonadismo é feito por dosagens hormonais (testosterona total e livre, LH, FSH). O tratamento depende da etiologia: pode-se usar testosterona para deficiência androgênica, gonadotrofinas ou hormônio liberador de gonadotrofina (GnRH) em casos secundários específicos (infertilidade desejada). Segundo o PCDT do Ministério da Saúde (p. 21): “O tratamento só deve ser iniciado após confirmação laboratorial, sendo individualizado conforme a causa.”
Análise das alternativas incorretas:
A, B, C, E: Todas assumem incorreções inexistentes nos itens I, III, IV ou múltiplos erros, o que não se sustenta frente à análise conceitual baseada em diretrizes.
Dica de prova: Ao analisar assertivas envolvendo etiologia, atente-se à clássica divisão entre causas congênitas e adquiridas. Pegadinhas costumam omitir uma delas!
Resumo final: Item II está incorreto porque desconsidera formas congênitas, as demais assertivas estão corretas em sua abordagem clínica e fisiopatológica.
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