Durante um surto de infecção hospitalar por Clostridioides ...
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Para compreender a questão apresentada, é fundamental entender o contexto do Clostridioides difficile, uma bactéria que pode causar infecções intestinais, particularmente em ambientes hospitalares. Essa bactéria é conhecida por produzir toxinas A e B, que são responsáveis pelos sintomas clínicos das infecções.
Alternativa C: Pesquisa de genes de resistência por PCR quantitativo e uso de fidaxomicina como alternativa terapêutica.
Esta é a alternativa correta. Nos casos de alta taxa de falha terapêutica com metronidazol, é relevante investigar a presença de genes de resistência, o que pode ser realizado por meio de PCR quantitativo. A fidaxomicina é uma opção terapêutica superior ao metronidazol, principalmente em infecções resistentes, devido ao seu mecanismo de ação mais específico e menores taxas de recorrência (referência: UpToDate).
Vamos agora analisar as alternativas incorretas:
Alternativa A: Detecção de toxinas por ELISA e terapia com vancomicina oral em doses elevadas. Embora a vancomicina oral seja um tratamento eficaz para C. difficile, especialmente em casos de infecções graves ou falha de metronidazol, a questão destaca a importância de investigar a resistência, algo que a detecção de toxinas por ELISA não aborda.
Alternativa B: Identificação de esporos e uso combinado de metronidazol e rifaximina. A cultura de esporos não é a abordagem mais eficiente para detecção de resistência e a combinação com rifaximina não é uma prática padrão, podendo não ser eficaz em infecções resistentes.
Alternativa D: Teste de citotoxicidade e escalonamento de terapia antimicrobiana empírica. O teste de citotoxicidade não é uma prática comum na identificação de resistência e o tratamento empírico sem direcionamento específico pode não ser eficaz.
Alternativa E: Sequenciamento do genoma para verificar mutações e uso de imunoglobulinas intravenosas. O sequenciamento genômico é uma ferramenta avançada, mas não prática para abordagem imediata de resistência bacteriana em infecções por C. difficile. As imunoglobulinas não são indicadas como tratamento padrão.
Para lidar com infecções por Clostridioides difficile, seguir diretrizes atualizadas é essencial. A escolha do tratamento deve ser baseada na gravidade da infecção e na presença de resistência bacteriana (referência: Diretrizes da Sociedade Americana de Doenças Infecciosas).
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