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Q3156320 Farmácia
Em uma unidade de terapia intensiva, um paciente desenvolveu nefrotoxicidade após o uso de vancomicina. O farmacêutico foi solicitado a ajustar a terapia. Qual parâmetro laboratorial e farmacocinético deve ser monitorado para orientar a modificação do tratamento?
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Alternativa correta: EDepuração de creatinina e níveis plasmáticos de vancomicina para manutenção dentro da janela terapêutica (15-20 µg/mL).

1. Tema central e relevância

Esta questão aborda o monitoramento farmacoterapêutico em pacientes críticos, especialmente frente à toxicidade renal causada por vancomicina — um antibiótico frequentemente usado em UTIs. O estudante precisa dominar conceitos de farmacocinética, parâmetros laboratoriais renais e individualização de doses.

2. Resumo teórico

A vancomicina é eliminada predominantemente pelos rins. Quando há comprometimento renal (nefrotoxicidade), é fundamental monitorar a função renal e os níveis séricos do fármaco. Dois parâmetros essenciais são:

  • Depuração de creatinina (CrCl): estima a função renal para ajustar doses de medicamentos renais.
  • Níveis plasmáticos de vancomicina: devem ser mantidos na janela terapêutica (entre 15-20 µg/mL em infecções graves) para eficácia e segurança.

Fontes: UpToDate, Diretrizes da Sociedade Brasileira de Infectologia, Manual de Terapêutica Antimicrobiana do Sanford Guide.

3. Justificativa da alternativa correta

A alternativa E é a única que contempla os dois principais parâmetros recomendados internacionalmente para guiar o ajuste da vancomicina em casos de nefrotoxicidade: depuração de creatinina (para avaliar função renal) e monitoramento do nível sérico do medicamento (para evitar subdosagem ou toxicidade).

4. Análise das alternativas incorretas

  • A – O tempo de meia-vida isoladamente não substitui o monitoramento laboratorial, e a combinação com colistina pode aumentar ainda mais a nefrotoxicidade.
  • B – A ureia é um marcador inespecífico e ajustar frequência sem considerar função renal pode ser perigoso. O correto é ajustar dose baseada em depuração renal.
  • C – A concentração mínima sérica (Cmin) é relevante, mas a substituição direta por daptomicina sem critérios laboratoriais não é adequada; além disso, doses fixas ignoram a individualização.
  • D – A taxa de filtração glomerular é útil, mas a alternativa falha ao omitir o monitoramento da vancomicina plasmática, fundamental para evitar toxicidade.

Dica de interpretação: Sempre procure por alternativas que envolvam parâmetros objetivos de função renal e monitorização direta do fármaco em situações de toxicidade! Evite respostas genéricas e sem respaldo técnico.

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Comentários

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A alternativa correta é:

"Depuração de creatinina e níveis plasmáticos de vancomicina para manutenção dentro da janela terapêutica (15-20 µg/mL)."

Explicação:

1. Depuração de creatinina (CrCl):

A vancomicina é eliminada predominantemente pelos rins, e sua depuração está diretamente relacionada à função renal.

Como o paciente desenvolveu nefrotoxicidade, é essencial avaliar a depuração de creatinina (CrCl) para ajustar a dose e evitar acúmulo excessivo do fármaco, que pode piorar a lesão renal.

2. Níveis plasmáticos da vancomicina:

A concentração sérica mínima (Cmin, ou vale) deve ser monitorada, pois valores acima da faixa terapêutica (15-20 µg/mL para infecções graves) aumentam o risco de nefrotoxicidade.

O monitoramento permite ajustar a dose para garantir eficácia terapêutica sem causar toxicidade renal.

Por que as outras opções estão erradas?

(A) Tempo de meia-vida da vancomicina e introdução de colistina:

O tempo de meia-vida varia conforme a função renal, mas isoladamente não é o melhor parâmetro para ajuste da dose.

Além disso, a colistina também é nefrotóxica e não seria a substituição ideal.

(B) Dosagem de ureia sanguínea e ajuste da frequência para evitar picos:

A ureia não é o melhor parâmetro para monitorar a função renal, pois é influenciada por fatores como dieta e metabolismo proteico.

Ajustar apenas a frequência sem considerar os níveis séricos da vancomicina pode não ser eficaz para evitar toxicidade.

(C) Concentração sérica mínima (Cmin) e substituição por daptomicina em doses fixas:

O monitoramento da Cmin é correto, mas a troca por daptomicina não é obrigatória.

A daptomicina pode ser uma alternativa em alguns casos, mas a decisão deve considerar a infecção em questão e a função renal do paciente.

(D) Taxa de filtração glomerular estimada (TFGe) e redução proporcional da dose diária total:

A TFGe é útil para estimar a função renal, mas o CrCl é mais específico para ajustar a vancomicina.

Além disso, a redução da dose diária total sem considerar níveis plasmáticos pode comprometer a eficácia.

Conclusão:

O monitoramento da depuração de creatinina e dos níveis plasmáticos da vancomicina é essencial para ajustar a dose, prevenir toxicidade e garantir eficácia terapêutica.

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