A dor abdominal é um sintoma e sinal clínico caracterizado ...
I- Em pacientes com mais de 50 anos apresentando dor abdominal súbita, de forte intensidade, cujo exame físico mostra um alargamento e expansão transversal da pulsação da aorta abdominal, pode-se suspeitar de rotura de aneurisma de aorta abdominal. Em contraste, a pulsação apenas anterior pode representar transmissão do impulso da aorta envolta por uma massa como carcinoma pancreático.
II- A presença de isquemia mesentérica aguda deve ser sempre considerada na presença de dor abdominal aguda de forte intensidade, em paciente com cardiopatia, arritmias, insuficiência cardíaca mal controlada, infarto recente do miocárdio ou hipotensão.
III- No quadro clássico de peritonite os pacientes apresentam dor abdominal apenas à palpação profunda, com nítida piora da dor à descompressão brusca. A dor abdominal é exacerbada ao se mover o peritônio quando, por exemplo, o paciente tosse ou flexiona o quadril.
De acordo com os itens acima, assinale a alternativa CORRETA:
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Tema central: A questão aborda dor abdominal aguda com foco em diagnósticos diferenciais importantes na prática clínica, especialmente em pacientes adultos e idosos. Para o médico clínico, é fundamental reconhecer quadros ameaçadores à vida como rotura de aneurisma de aorta abdominal (AAA), isquemia mesentérica aguda e peritonite.
Alternativa correta: B) Apenas os itens I e II são verdadeiros.
Justificativa:
Item I: Correto. A rotura de AAA, especialmente em indivíduos com mais de 50 anos, sugere-se diante de dor abdominal súbita e intensa acompanhada de massa abdominal pulsátil e expansiva sobretudo no plano transversal. Isso é corroborado pela Diretriz do Ministério da Saúde: “O diagnóstico clínico de AAA roto é sugerido pela presença de dor abdominal aguda associada a massa pulsátil expansiva.” Já a pulsação aórtica exclusivamente anterior pode indicar transmissão do pulso por uma massa, como carcinoma pancreático.
Item II: Correto. Em casos de isquemia mesentérica aguda, o médico deve manter alta suspeição diante de dor abdominal intensa e fatores de risco cardiovasculares como arritmias (fibrilação atrial), insuficiência cardíaca, infarto do miocárdio ou episódios de hipotensão. Essa abordagem está de acordo com protocolos de referência, que citam: “O quadro clínico clássico é de dor abdominal intensa e súbita, normalmente desproporcional ao exame físico, em pacientes com doença cardiovascular.”
Item III: Incorreto. Embora sinais como dor à descompressão brusca (sinal de Blumberg) e exacerbação ao movimento do peritônio indiquem peritonite, é errado afirmar que a dor ocorre apenas à palpação profunda. Na realidade, a palpação superficial já é extremamente dolorosa devido à irritação peritoneal. Segundo protocolos clínicos: “A dor pode ser desencadeada mesmo com toque leve sobre o abdome.” Esse detalhe diferencia e é um ponto-chave frequentemente usado como “pegadinha” em provas.
Estratégia para provas: Atenção aos termos “apenas” ou “exclusivamente”, que costumam indicar generalização indevida ou imprecisão clínica – como no item III.
Resumo: Os itens I e II estão corretos, alinhados a evidências e protocolos (vide Ministério da Saúde, Harrison’s Principles of Internal Medicine). O item III erra ao limitar a dor à palpação profunda na peritonite. Resp.: letra B.
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