Cabe ao médico, no caso clínico em apreço, prescrever cefal...
Uma mãe levou seu filho de um mês de vida para consulta de puericultura. Ela disse ter algumas dúvidas sobre o aleitamento materno e informou que seu filho, todos os dias, havia uma semana, chorava muito à noite (entre as 19 h e as 23 h) e que achava que o seu leite estava fraco. Ao ser indagada, a mãe relatou que o menino encharcava cerca de seis fraldas de urina por dia e que ele evacuava depois da maioria da mamadas. O médico verificou, no cartão de vacinas, que o paciente nasceu com 3 kg e 50 cm; e, ao pesá-lo e medi-lo, constatou peso de 3.800 kg e comprimento de 53 cm. No exame físico, o bebê apresentou-se ativo, com choro forte e boa sucção. A mãe falou, ainda, que realizará uma cintilografia da tireoide e que a sua vizinha lhe disse que, por este motivo, ela não poderia mais amamentar. Relatou, por fim, que, havia um dia, ela apresentava febre alta e sentia muita dor na mama direita. No exame das mamas, observaram-se sinais de mastite na mama direita.
Com referência a esse caso clínico, julgue o item a seguir.
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O tema central da questão é o manejo da mastite em lactantes, incluindo orientações sobre amamentação durante o tratamento.
Justificativa para a alternativa correta:
No caso clínico apresentado, a mãe apresenta sinais de mastite na mama direita, uma condição inflamatória que pode ocorrer durante a amamentação. Em geral, a mastite é tratada com antibióticos (como cefalosporina de primeira geração, por exemplo, cefadroxila ou cefalexina), analgésicos e compressas mornas. De acordo com as diretrizes da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) e fontes como UpToDate, não é necessário suspender a amamentação na mama afetada, a menos que haja abscesso. Continuar a amamentação pode ajudar a drenar a mama e aliviar os sintomas.
Análise das alternativas incorretas:
A afirmação de que a mãe deve suspender a amamentação pela mama doente está errada porque contraria as recomendações atuais. Manter a amamentação é importante para a recuperação e alívio dos sintomas de mastite. Além disso, o aleitamento frequente pode prevenir complicações, como a formação de abscessos mamários.
A suspensão do aleitamento também pode aumentar a estase do leite, agravando a dor e inflamação. O uso de compressas mornas, em vez de úmidas, é indicado para ajudar a desobstruir ductos mamários e aliviar a dor antes das mamadas.
Diretrizes médicas relevantes:
Diretrizes da SBP e recursos do UpToDate destacam que o manejo adequado da mastite envolve suporte contínuo à amamentação, uso de antibióticos apropriados e técnicas de manejo da dor, como compressas e analgésicos.
Em resumo, a orientação correta envolve o uso adequado de antibióticos e a continuidade do aleitamento materno, mesmo na mama afetada, exceto em casos específicos como abscesso.
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