Leia o caso a seguir. Paciente chega ao consultório com que...
Paciente chega ao consultório com queixa de tontura e é solicitado que marche no lugar, com os olhos fechados, como se estivesse andando sem sair do lugar. O teste estará alterado se o paciente realizar desvio maior que 45 graus para um dos lados ou deslocar- se por mais de um metro.
A avaliação realizada no paciente é denominada de
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Tema central: avaliação otoneurológica do equilíbrio por teste dinâmico de marcha estacionária, útil na pesquisa de assimetria vestibular periférica.
Alternativa correta: C — Teste de Unterberger (ou Fukuda)
Justificativa: O Teste de Unterberger/Fukuda consiste em marchar no lugar, de olhos fechados, por ~50–100 passos, com braços estendidos. Considera-se alterado quando há rotação ≥30–45° ou deslocamento >1 m, sugerindo hipofunção vestibular periférica unilateral, geralmente com rotação para o lado mais fraco, por assimetria do tônus vestibuloespinal. É um teste de triagem, com sensibilidade/especificidade limitadas; interpreta-se em conjunto com a história clínica e outros exames (ex.: provas calóricas, vHIT). Referências: UpToDate – Evaluation of the patient with dizziness; Cummings Otolaryngology; Ganança – Otoneurologia.
Estratégia para a prova: Associe “marchar no lugar, olhos fechados” a Unterberger/Fukuda. Desvios angulares e deslocamento são os critérios-chave citados no enunciado.
Análise das alternativas incorretas
A) Teste de Romberg: avalia equilíbrio estático, com o paciente parado, pés juntos, braços ao longo do corpo; primeiro olhos abertos, depois fechados. Útil para distinguir comprometimento proprioceptivo ou vestibular de causas cerebelares (que pioram já de olhos abertos). Não envolve marcha no lugar. Portanto, não corresponde ao descrito.
B) Teste de Babinski-Weill: também chamado “teste da estrela”. O paciente caminha para frente e para trás de olhos fechados; desvios sucessivos formam padrão em estrela, sugerindo lesão vestibular periférica. Embora semelhante em propósito, não é marcha estacionária. O enunciado descreve Unterberger, não Babinski-Weill.
D) Teste de Dix-Hallpike: manobra posicional para diagnóstico de VPPB de canal posterior. Envolve passar rapidamente da posição sentada para decúbito com cabeça rodada e estendida, buscando vertigem e nistagmo posicionais. Não há marcha; portanto, incompatível com o caso.
Pegadinhas comuns: confundir Unterberger (marchar no lugar) com Babinski-Weill (andar para frente/trás) ou com Romberg (estático). Lembre: marchar no lugar = Unterberger/Fukuda.
Pearl clínica: Testes de marcha (Unterberger/Babinski-Weill) têm valor orientativo e não confirmam sozinhos a topografia; use-os junto a anamnese, exame neurológico, provas vestibulares e, quando indicado, imagem.
Referências rápidas: UpToDate (Evaluation of dizziness), Cummings Otolaryngology – Head and Neck Surgery, Ganança H. Otoneurologia.
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