Acerca de acontecimentos atuais mundiais que envolvem políti...
Acerca de acontecimentos atuais mundiais que envolvem política, sociedade, relações internacionais, economia e energia, julgue o item.
A guerra na Ucrânia tem causado uma crise energética
na Europa e aumentado a inflação no continente, o que
fez países como a Alemanha buscarem estratégias, como
importar gás de países ricos em reservas desse
combustível, a exemplo do Catar.
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Gabarito: Certo.
Referências
CNN Brasil. Europa tem energia para sobreviver ao inverno, mas com incertezas para 2023. Disponível em: https://www.cnnbrasil.com.br/economia/europa-tem-energia-para-sobreviver-ao-inverno-mas-com-incertezas-para-2023/
BBC News Brasil. Os negócios milionários por trás da relação do Catar com a Europa. Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/internacional-63951940
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Atualizada em 29/11/2022
O Catar anunciou nesta terça-feira (29) um acordo que permitirá fornecer gás natural liquefeito (GNL) para a Alemanha durante 15 anos, em plena crise mundial energética causada pela guerra na Ucrânia.
Veja mais em:
https://economia.uol.com.br/noticias/afp/2022/11/29/catar-anuncia-contrato-para-fornecer-gas-a-alemanha.htm
GABARITO: CERTO
Sim, a crise na Ucrânia tem afetado a fornecimento de gás na Europa, uma vez que a Rússia fornece cerca de 40% do gás consumido pelo continente. A Alemanha e outros países europeus têm procurado alternativas, incluindo importar gás do Catar, que é um dos maiores produtores de gás natural do mundo. Esta mudança na procura de fontes de gás tem aumentado a inflação na Europa.
[GABARITO: CERTO]
Sim, é verdade que a crise na Ucrânia tem tido um impacto significativo na economia europeia, incluindo a crise energética e o aumento da inflação. A Alemanha e outros países europeus, de fato, estão procurando fontes alternativas de gás, incluindo o Catar, que é um dos maiores produtores de gás natural do mundo. No entanto, é importante destacar que a busca por fontes alternativas de energia é uma tendência global, e não apenas uma resposta à crise na Ucrânia.
C
A Alemanha, por ser altamente dependente do gás natural russo (mais de 50% antes da guerra), foi um dos países europeus mais afetados pela crise energética de 2022. Diante disso, adotou um conjunto de estratégias emergenciais e estruturais para contornar a escassez, proteger sua economia e acelerar sua transição energética.
- Suspensão do desligamento de usinas térmicas e reativação de usinas a carvão
- Embora estivesse em processo de descarbonização, a Alemanha reverteu temporariamente parte de suas metas ambientais. Algumas usinas a carvão foram reativadas, e a desativação de outras foi suspensa para garantir a segurança energética durante o inverno.
- Adiar o fechamento de usinas nucleares
- Três das últimas seis usinas nucleares foram oficialmente fechadas no final de 2021, mas, diante da crise, o governo decidiu adiar o desligamento das restantes, mantendo-as em operação até abril de 2023 para reforçar a geração de energia no curto prazo.
- Investimento emergencial em infraestrutura de GNL (gás natural liquefeito)
- Como não dispunha de terminais próprios de GNL, a Alemanha acelerou a construção de terminais flutuantes (FSRU) e firmou contratos de importação de GNL com países como EUA, Noruega e Catar. Os primeiros terminais entraram em operação em tempo recorde, em menos de um ano.
- Criação de fundo emergencial para estabilizar o mercado de energia
- O governo alemão criou um pacote de até 200 bilhões de euros para proteger consumidores e empresas dos altos preços da energia. O fundo permitiu subsidiar contas de energia, socorrer empresas estratégicas e limitar os impactos sociais da inflação energética.
- Campanhas nacionais de economia de energia
- Lançou iniciativas para incentivar o consumo consciente em residências, indústrias e serviços públicos. Isso incluiu desde apagar luzes decorativas e reduzir aquecimento em prédios públicos até metas de redução voluntária em grandes consumidores.
- Aceleração da transição energética e expansão das renováveis
- Apesar das medidas emergenciais com fósseis, a Alemanha manteve o compromisso com a transição energética de longo prazo. A crise reforçou o papel da energia eólica, solar e do hidrogênio verde como pilares estratégicos. Metas foram antecipadas e processos de licenciamento foram desburocratizados para viabilizar mais projetos rapidamente.
- Nacionalização de empresas estratégicas
- Em casos críticos, como o da Uniper (uma das maiores importadoras de gás da Rússia), o governo assumiu o controle da empresa para evitar colapso do sistema de fornecimento.
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