"Escrever à mão é um exercício cognitivo completo, que movim...

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Q3837999 Português
"Escrever à mão é um exercício cognitivo completo, que movimenta áreas cerebrais importantes para a organização, coerência, pensamento criativo, linguagem e coordenação motora."
No excerto, o uso do acento grave (crase) na expressão "Escrever à mão" se dá porque o verbo "escrever", nesse contexto, é regido pela preposição "a" que se funde ao artigo que acompanha o substantivo "mão", complemento do verbo. Analise as sentenças a seguir quanto ao uso do acento (grave) nas expressões destacadas:
I.Adaptar-se à escrita à mão pode ser desafiador para jovens e adolescentes.
II.A falta de concentração revela à humanidade a necessidade de voltar-se para atividades menos automáticas. Escrever à mão é uma delas.
III.A pouca prática de escrita manual afeta à coordenação motora fina.

Está correto o uso do acento grave (crase) em: 
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: B

Fundamento decisivo: A decisão depende de verificar, em cada expressão destacada, se há preposição "a" exigida pelo termo regente e se o termo feminino seguinte admite artigo. Em I, "adaptar-se a" + "a escrita" autoriza a crase; em II, o gabarito oficial admite "revelar algo a alguém", com fusão em "à humanidade"; em III, "afetar" não rege preposição nesse uso, de modo que a crase é indevida. Por isso, somente I e II são aceitos.

Tema central: Crase
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque considera correto o item III. Isso contraria o critério decisivo da questão: não basta haver termo feminino em "coordenação motora fina"; é necessário que o verbo exija preposição "a". Como "afetar" foi tomado, nesse contexto, como verbo transitivo direto, não há preposição a fundir com artigo, e a crase em "afeta à coordenação motora fina" é indevida.
B
Certa
A alternativa B está correta porque coincide com o critério normativo adotado pela banca. No item I, há fusão entre a preposição exigida por "adaptar-se a" e o artigo de "a escrita", formando "à escrita". No item II, pelo gabarito oficial, "revela à humanidade" foi aceito com base na construção "revelar algo a alguém", de modo que a preposição "a" se funde ao artigo em "a humanidade". No item III, a crase foi usada sem fundamento regencial, porque "afetar", nesse contexto, não pede preposição; assim, "à coordenação" está inadequado.
C
Errada
Está errada porque aponta como correto apenas o item III, justamente o único que o gabarito oficial rejeita. O erro é de regência verbal: em "afeta à coordenação motora fina", a presença de substantivo feminino não autoriza crase por si só, já que o verbo não rege a preposição "a" nesse uso.
D
Errada
Está errada porque exclui o item II, mas o gabarito oficial considera correto o uso de crase em "revela à humanidade". Pela chave adotada pela banca, a construção foi lida como "revelar algo a alguém", com objeto indireto introduzido por preposição "a", permitindo a fusão com o artigo em "a humanidade".
E
Errada
Está errada por dois motivos objetivos: exclui o item I e inclui o item III. O item I está correto porque "adaptar-se" rege a preposição "a" e o complemento "a escrita à mão" admite artigo feminino, o que justifica "à escrita". Já o item III está incorreto porque "afetar" não exige preposição nesse contexto, impedindo a crase.
Pegadinha da questão
A banca explora a confusão entre termo feminino e ocorrência de crase: em III, "coordenação" é feminino e a expressão soa natural, mas isso não basta, porque sem preposição exigida por "afetar" não há crase. Também há armadilha no item II, cuja aceitação depende da leitura normativa adotada pela banca para "revela à humanidade".
Dica para questões semelhantes
  • Teste sempre os dois requisitos da crase: o termo regente precisa exigir preposição "a" e o termo seguinte precisa admitir artigo feminino.
  • Não decida pela sonoridade da expressão: "soa bem" não substitui a análise de regência.
  • Se o verbo estiver em uso transitivo direto, a tendência é não haver preposição; sem preposição, não há crase.
  • Em itens com possível controvérsia, siga a regência que a própria banca adotou na chave oficial, mas sem estender essa leitura aos demais casos.

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