Gestante 28 anos de idade, tercigesta (duas cesarianas anter...

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Q4069672 Medicina
Gestante 28 anos de idade, tercigesta (duas cesarianas anteriores) na 34ª semana de gravidez. Veio à emergência, com queixa de sangramento vermelho vivo discreto que parou espontaneamente, súbito e ausência de dor. Ao exame dinâmica uterina ausente, altura de fundo uterino de 30 cm e batimentos cardiofetais de 144 bpm.
Consistência uterina fisiológica.
Pensando em uma possível complicação associada, qual exame pré-natal seria necessário para rastreá-la?
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Gabarito: B

Fundamento decisivo: O sangramento vermelho vivo, súbito, indolor, no 3º trimestre, sem dinâmica uterina e com útero de consistência fisiológica sugere placenta prévia; com duas cesarianas anteriores, a complicação associada mais relevante é o espectro do acretismo placentário, cujo rastreio pré-natal inicial é feito por avaliação placentária com Doppler colorido.

Tema central: Placenta prévia e acretismo placentário
Análise das alternativas
A
Errada
A ressonância magnética não é o exame pré-natal inicial de rastreio da complicação associada mais provável neste caso. Na suspeita de acretismo placentário, o método principal de rastreio é a avaliação placentária por ultrassonografia com Doppler; a ressonância tem papel complementar em casos selecionados, como quando a ultrassonografia é inconclusiva ou para melhor definição de extensão da invasão.
B
Certa
A alternativa B está correta porque o quadro clínico é típico de placenta prévia, e o antecedente de duas cesarianas aumenta de forma importante o risco de placentação anômala aderente/invasiva sobre cicatriz uterina. Nessa situação, o exame de rastreio apropriado é a ultrassonografia dirigida da placenta com estudo Doppler, representada na questão pelo mapeamento color Doppler da placenta. Esse exame avalia justamente a interface placenta-miométrio, que é o alvo da suspeita de acretismo.
C
Errada
A dopplervelocimetria da artéria umbilical avalia a circulação fetoplacentária e a resistência vascular, sendo exame voltado para insuficiência placentária e vigilância fetal. O problema cobrado aqui não é hemodinâmica da artéria umbilical, mas suspeita de invasão anômala da placenta no miométrio. Portanto, esse Doppler não rastreia a complicação associada descrita.
D
Errada
A tomografia computadorizada do abdome materno não é exame obstétrico de rastreio para placenta prévia associada a acretismo e ainda envolve radiação ionizante. O critério de exclusão é técnico: não é método de escolha para avaliação inicial dessa suspeita na gestação.
E
Errada
A mensuração do colo uterino serve para rastrear risco de prematuridade ou insuficiência istmocervical. A complicação associada cobrada pela questão é o espectro do acretismo placentário em contexto de placenta prévia sobre cicatriz uterina, o que não é avaliado por comprimento cervical.
Pegadinha da questão
A banca não queria apenas o diagnóstico de placenta prévia; queria que o antecedente de duas cesarianas levasse ao rastreio da complicação associada mais relevante, o acretismo placentário, distinguindo Doppler da placenta de dopplervelocimetria da artéria umbilical.
Dica para questões semelhantes
  • No sangramento de 3º trimestre, o padrão indolor com sangue vermelho vivo, sem contrações e sem hipertonia uterina favorece placenta prévia.
  • Se houver placenta prévia associada a cesarianas prévias, pense em espectro do acretismo placentário como complicação a ser rastreada.
  • Diferencie Doppler direcionado da placenta de dopplervelocimetria da artéria umbilical: o primeiro avalia invasão placentária; o segundo avalia circulação fetoplacentária.
  • Ressonância pode complementar a investigação, mas não substitui o rastreio inicial por ultrassonografia placentária com Doppler.

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