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Q1101856 Enfermagem
Em 2011 o Ministério da Saúde lançou o plano integrado de ações estratégicas de eliminação da hanseníase, filariose, esquistossomose e oncocercose como problema de saúde pública, tracoma como causa de cegueira e controle das geohelmintíases. O governo do Brasil assumiu, então, o compromisso público de eliminar esses agravos ou reduzir drasticamente a carga dessas doenças. A Organização Mundial da Saúde (OMS) propõe a eliminação do tracoma como causa de cegueira até o ano de 2020. O tracoma é uma ceratoconjuntivite, que evolui cronicamente levando à diminuição progressiva da visão até à cegueira se não tratada. O seu agente etiológico é a bactéria:
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Tema central: Tracoma — uma ceratoconjuntivite crônica de repetição, transmitida por contato direto, fomites e moscas, que pode levar a cicatrizes, triquíase e opacidade corneana com cegueira. A questão cobra o agente etiológico.

Alternativa correta: C — Chlamydia trachomatis.

Justificativa: O tracoma é causado por Chlamydia trachomatis (sorotipos A, B, Ba e C), bactéria gram-negativa obrigatoriamente intracelular. A patogênese envolve infecções repetidas na infância, inflamação crônica conjuntival, cicatrização, entrópio/triquíase e abrasão corneana até cegueira. A OMS preconiza a estratégia SAFE (Surgery, Antibiotics, Facial cleanliness, Environmental improvement) para eliminação como causa de cegueira, meta global adotada pelo MS. Referências: WHO Trachoma Guidelines; UpToDate; Harrison’s.

Diagnóstico resumido (provas):

  • Clínico, com sistema simplificado da OMS: TF (folicular), TI (inflamatório intenso), TS (cicatriz), TT (triquíase), CO (opacidade corneana).
  • Testes laboratoriais (NAAT, imunofluorescência) têm uso limitado em campo; são mais acadêmicos.

Tratamento/controle (essência para concursos): SAFES cirurgia para triquíase; A antibiótico: azitromicina dose única (ou tetraciclina 1% tópica por 6 semanas); F higiene facial; E melhorias ambientais/saneamento. Diretrizes: OMS e Ministério da Saúde.

Estratégia para acertar em prova:Ceratoconjuntivite crônica com cegueira prevenível + ações coletivas (SAFE)” → pense em Chlamydia trachomatis. Cuidado com a pegadinha: a mesma bactéria causa conjuntivite de inclusão e DST (sorotipos D–K), mas tracoma é A–C.

Análise das alternativas incorretas:

  • A — Treponema pallidum: agente da sífilis. Pode causar ceratite intersticial e uveíte, mas não causa o padrão endêmico de tracoma nem responde ao pacote SAFE.
  • B — Neisseria gonorrhoeae: provoca conjuntivite gonocócica hiperaguda, purulenta, especialmente em neonatos/adultos sexualmente ativos; curso agudo, não crônico cicatricial típico do tracoma.
  • D — Mycobacterium tuberculosis: pode causar uveíte, conjuntivite flictênular e outras manifestações oculares, mas não o quadro folicular crônico com triquíase característico do tracoma.

Pontos-chave para revisar: agente: Chlamydia trachomatis (A–C); transmissão por contato/fomites/moscas; diagnóstico clínico (classificação OMS); controle com SAFE (OMS/MS).

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Chlamydia trachomatis.

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