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Tema central: Tracoma — uma ceratoconjuntivite crônica de repetição, transmitida por contato direto, fomites e moscas, que pode levar a cicatrizes, triquíase e opacidade corneana com cegueira. A questão cobra o agente etiológico.
Alternativa correta: C — Chlamydia trachomatis.
Justificativa: O tracoma é causado por Chlamydia trachomatis (sorotipos A, B, Ba e C), bactéria gram-negativa obrigatoriamente intracelular. A patogênese envolve infecções repetidas na infância, inflamação crônica conjuntival, cicatrização, entrópio/triquíase e abrasão corneana até cegueira. A OMS preconiza a estratégia SAFE (Surgery, Antibiotics, Facial cleanliness, Environmental improvement) para eliminação como causa de cegueira, meta global adotada pelo MS. Referências: WHO Trachoma Guidelines; UpToDate; Harrison’s.
Diagnóstico resumido (provas):
- Clínico, com sistema simplificado da OMS: TF (folicular), TI (inflamatório intenso), TS (cicatriz), TT (triquíase), CO (opacidade corneana).
- Testes laboratoriais (NAAT, imunofluorescência) têm uso limitado em campo; são mais acadêmicos.
Tratamento/controle (essência para concursos): SAFE — S cirurgia para triquíase; A antibiótico: azitromicina dose única (ou tetraciclina 1% tópica por 6 semanas); F higiene facial; E melhorias ambientais/saneamento. Diretrizes: OMS e Ministério da Saúde.
Estratégia para acertar em prova: “Ceratoconjuntivite crônica com cegueira prevenível + ações coletivas (SAFE)” → pense em Chlamydia trachomatis. Cuidado com a pegadinha: a mesma bactéria causa conjuntivite de inclusão e DST (sorotipos D–K), mas tracoma é A–C.
Análise das alternativas incorretas:
- A — Treponema pallidum: agente da sífilis. Pode causar ceratite intersticial e uveíte, mas não causa o padrão endêmico de tracoma nem responde ao pacote SAFE.
- B — Neisseria gonorrhoeae: provoca conjuntivite gonocócica hiperaguda, purulenta, especialmente em neonatos/adultos sexualmente ativos; curso agudo, não crônico cicatricial típico do tracoma.
- D — Mycobacterium tuberculosis: pode causar uveíte, conjuntivite flictênular e outras manifestações oculares, mas não o quadro folicular crônico com triquíase característico do tracoma.
Pontos-chave para revisar: agente: Chlamydia trachomatis (A–C); transmissão por contato/fomites/moscas; diagnóstico clínico (classificação OMS); controle com SAFE (OMS/MS).
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Chlamydia trachomatis.
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