Paciente primípara na 32ª semana foi à emergência obstétrica...

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Q4069671 Patologia
Paciente primípara na 32ª semana foi à emergência obstétrica referindo mal-estar, náusea e vômitos. Nega doenças associadas. Na anamnese, refere escotomas persistentes e nega dor em baixo ventre e perda de tampão mucoso. Ao exame: estado geral bom, acianótica, anictérica, hidratada, consciente e orientada; pressão arterial de 130 x 90 mmHg (confirmada); proteinúria de fita de +/4+; edema +/4+; e índice de massa corpórea de 35 Kg/m2 . Realizado exames laboratoriais da rotina: hemoglobina de 9,0 g/dL; plaquetas de 200.000/mm3 ; ureia de 5,0 mg/dL; ácido úrico de 2,0 mg/dL; creatinina de 1,0 mg/dL; e bilirrubinas totais de 0,7 mg/dL.
Assinale a alternativa CORRETA quanto ao diagnóstico provável. 
Alternativas

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Gabarito: C

Fundamento decisivo: Após 20 semanas, hipertensão associada à proteinúria caracteriza pré-eclâmpsia; neste caso, os escotomas persistentes configuram sinal de gravidade e sustentam a classificação como pré-eclâmpsia com sinais de gravidade, o que leva ao gabarito C.

Tema central: Pré-eclâmpsia com sinais de gravidade
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque há critério de gravidade. Embora exista pré-eclâmpsia, ela não pode ser classificada como não grave na presença de escotomas persistentes, que são sinal visual/neurológico de gravidade. A ausência de PA muito elevada ou de alterações laboratoriais importantes não rebaixa essa classificação.
B
Errada
Está errada porque hipertensão gestacional não inclui proteinúria nem sinais sistêmicos de pré-eclâmpsia. Neste caso, a presença de proteinúria e de escotomas afasta hipertensão gestacional isolada.
C
Certa
A alternativa C está correta porque o caso preenche o diagnóstico de pré-eclâmpsia pela associação de hipertensão após 20 semanas com proteinúria, e a presença de escotomas persistentes adiciona critério de gravidade por acometimento neurológico/visual. O ponto decisivo é que a gravidade não depende obrigatoriamente de PA em faixa de 160 x 110 mmHg nem de plaquetopenia, insuficiência renal ou alteração hepática: sintoma visual persistente já basta para classificar como pré-eclâmpsia com sinais de gravidade.
D
Errada
Está errada porque a síndrome HELLP exige hemólise, elevação de enzimas hepáticas e plaquetopenia. O enunciado não traz essa tríade: as plaquetas estão em 200.000/mm3, a bilirrubina total é 0,7 mg/dL e não há evidência laboratorial de lesão hepática. Náuseas e vômitos, isoladamente, não sustentam HELLP.
E
Errada
Está errada porque pré-eclâmpsia superposta pressupõe hipertensão crônica prévia ou antes de 20 semanas. O caso informa ausência de doenças associadas e não há dado de hipertensão crônica; obesidade é fator de risco, mas não substitui esse critério diagnóstico.
Pegadinha da questão
A banca explora a confusão entre ausência de PA em faixa grave e ausência de gravidade. Aqui, o achado que define gravidade não é o número da pressão nem a intensidade da proteinúria, e sim o sintoma visual persistente.
Dica para questões semelhantes
  • Em síndromes hipertensivas da gestação, não julgue gravidade apenas pelo valor da PA; procure sinais de disfunção orgânica, especialmente neurológicos ou visuais.
  • Se houver hipertensão após 20 semanas com proteinúria, pense em pré-eclâmpsia antes de hipertensão gestacional.
  • Para HELLP, exija a base laboratorial da síndrome: hemólise, elevação de enzimas hepáticas e plaquetopenia.
  • Só considere pré-eclâmpsia superposta quando houver hipertensão crônica prévia ou instalada antes de 20 semanas.

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