Gestante na 30ª semana de gravidez deu entrada na emergência...

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Q4069670 Medicina
Gestante na 30ª semana de gravidez deu entrada na emergência obstétrica, com queixa de dor em baixo ventre. Referiu rotura prematura das membranas na 18ª semana, sendo acompanhada com conduta conservadora. Deu à luz por parto vaginal, com o recém-nascido apresentando deformidades de membros, hipoplasia pulmonar, implantação baixa de orelhas, retrognatia, pele enrugada e pequeno para a idade gestacional.
Das alternativas abaixo, assinale o diagnóstico mais provável.
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: A

Fundamento decisivo: O caso aponta para oligoidrâmnio prolongado por rotura prematura de membranas desde a 18ª semana, com hipoplasia pulmonar e deformidades compressivas de membros e face; esse conjunto define sequência de Potter e sustenta o gabarito A.

Tema central: Sequência de Potter
Análise das alternativas
A
Certa
A alternativa A está correta porque o quadro não aponta para uma síndrome cromossômica primária, e sim para uma cascata de alterações secundárias à redução crônica do líquido amniótico. No caso, a etiologia do oligoidrâmnio já está dada pela rotura prematura de membranas no segundo trimestre. Esse mecanismo explica diretamente a hipoplasia pulmonar por prejuízo da expansão pulmonar intrauterina e as deformidades compressivas, incluindo alterações faciais e de membros. Por isso, o diagnóstico mais provável é sequência de Potter; a base também ressalta que esse é o termo fisiopatologicamente mais preciso, embora o gabarito aceite a formulação síndrome/sequência de Potter.
B
Errada
Síndrome de Edwards pode cursar com dismorfismos, retrognatia e restrição de crescimento, mas isso não supera o dado decisivo do caso: há uma causa obstétrica clara para oligoidrâmnio prolongado, que explica melhor o conjunto de hipoplasia pulmonar e deformidades compressivas. O enunciado favorece mecanismo mecânico-ambiental secundário, não aneuploidia primária.
C
Errada
Síndrome de Down não tem como apresentação típica hipoplasia pulmonar por oligoidrâmnio nem deformidades de membros por compressão fetal secundárias à rotura prolongada de membranas. O fenótipo descrito é incompatível com o padrão clássico da trissomia 21 quando confrontado com o mecanismo fisiopatológico explicitado no caso.
D
Errada
Síndrome de Turner costuma se associar a outro padrão dismorfológico, como higroma cístico, linfedema, pescoço alado e cardiopatias. Isso não corresponde ao conjunto de oligoidrâmnio prolongado com hipoplasia pulmonar e deformidades compressivas. Além disso, já existe no enunciado um mecanismo suficiente para explicar o quadro sem recorrer a Turner.
E
Errada
Atresia de esôfago não explica o conjunto malformativo descrito e entra em conflito com a fisiopatologia do líquido amniótico esperada: classicamente se relaciona mais a polidrâmnio, não a oligoidrâmnio por perda crônica de líquido. Também faltam no enunciado sinais cardinais que sustentem essa hipótese.
Pegadinha da questão
A banca mistura dismorfias que podem lembrar cromossomopatias com uma pista causal muito mais forte: rotura prematura de membranas precoce levando a oligoidrâmnio prolongado. A confusão real é esquecer o mecanismo compressivo e marcar uma síndrome cromossômica pelo aspecto facial.
Dica para questões semelhantes
  • Quando houver oligoidrâmnio prolongado explícito, procure primeiro sinais de sequência de Potter: hipoplasia pulmonar, deformidades de membros e fácies compressiva.
  • Se o enunciado trouxer um mecanismo obstétrico causal claro, como rotura prematura de membranas, ele pesa mais do que dismorfias inespecíficas isoladas.
  • Diferencie sequência de síndrome: na sequência de Potter, várias anomalias decorrem de um evento inicial comum, aqui a redução crônica do líquido amniótico.

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