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Q4070042 Medicina
Para a mesma paciente, o tratamento suportivo deverá ser feito em ambiente de terapia intensiva, sendo recomendado(a)
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Gabarito: B

Fundamento decisivo: O caso aponta para insuficiência respiratória hipoxêmica grave/SARA em UTI, e a alternativa correta é a que contempla suporte ventilatório invasivo protetor com PEEP, aceitação de hipercapnia permissiva quando necessária para limitar lesão pulmonar e pronação nos quadros mais graves de hipoxemia.

Tema central: Ventilação protetora na SARA
Análise das alternativas
A
Errada
O erro é propor cateter nasal de alto fluxo como recomendação central em um contexto que sugere SARA/hipoxemia grave, com PaO2/FiO2 < 150, faixa em que a conduta cobrada é ventilação mecânica protetora com adjuvantes. CNAF pode ter papel em hipoxemia, mas não é a resposta principal nesse cenário de gravidade.
B
Certa
A alternativa B descreve o núcleo do suporte ventilatório na SARA/insuficiência respiratória hipoxêmica grave: ventilação mecânica protetora para reduzir volutrauma e barotrauma, uso de PEEP para recrutamento alveolar, aceitação de hipercapnia permissiva quando ela decorre da estratégia protetora, e pronação conforme a gravidade da hipoxemia. Esse conjunto corresponde ao manejo fisiopatologicamente adequado para proteger o pulmão e melhorar a oxigenação no cenário cobrado.
C
Errada
A alternativa está errada pelo caráter absoluto de 'evitar' bloqueio neuromuscular. Em SARA grave com assincronia importante, o bloqueio pode ser necessário para viabilizar a ventilação protetora e garantir sincronia com o ventilador. Portanto, não é uma medida a ser proibida de forma categórica; deve ser individualizada.
D
Errada
Há dois problemas médicos concretos: ventilação não invasiva não corresponde à estratégia clássica recomendada para SARA/hipoxemia grave quando o quadro exige suporte ventilatório avançado em UTI, e benzodiazepínico não é a sedação preferencial rotineira no paciente crítico ventilado, por associação com mais delirium e piores desfechos. A alternativa combina suporte possivelmente insuficiente com sedação desalinhada do manejo padrão.
E
Errada
Ressuscitação volêmica vigorosa sem indicação hemodinâmica específica contraria o manejo da SARA, porque excesso de fluidos pode agravar edema pulmonar e piorar a oxigenação. O erro técnico é importar uma lógica de reanimação por volume para um cenário em que a prioridade é proteção pulmonar e evitar sobrecarga hídrica.
Pegadinha da questão
A banca usou elementos que desviam do manejo central da SARA grave: um corte de PaO2/FiO2 que poderia induzir escolha de CNAF, uma proibição absoluta de bloqueio neuromuscular e a associação indevida entre UTI, benzodiazepínico e VNI. O ponto decisivo era reconhecer que, nesse cenário, o tratamento padrão é ventilação mecânica protetora com adjuvantes conforme a gravidade.
Dica para questões semelhantes
  • Se a questão sugerir SARA/hipoxemia grave e citar PaO2/FiO2, pense primeiro em ventilação mecânica protetora com PEEP, não em suporte menos invasivo como resposta principal.
  • Hipercapnia permissiva não indica falha por si só; ela pode ser parte da estratégia para evitar lesão pulmonar induzida pelo ventilador.
  • Desconfie de alternativas com termos absolutos sobre bloqueio neuromuscular na SARA; o correto é individualizar conforme sincronia e necessidade de manter ventilação protetora.
  • Em insuficiência respiratória com edema pulmonar inflamatório, volume indiscriminado pode piorar a oxigenação; só faz sentido com indicação hemodinâmica específica.

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