Paciente de 60 anos com história de tabagismo cessado há 10...

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Q4070037 Medicina
Paciente de 60 anos com história de tabagismo cessado há 10 anos, carga tabágica de 40 anos-maço, tem espirometria que mostra relação VEF1/CVF = 0,56, CVF = 80% do valor predito e VEF1 = 50% do predito, sem variação após o uso do broncodilatador. Sintomático do ponto de vista respiratório há 4 anos, evoluiu com dispneia progressiva, que atualmente é mMRC 2, e tosse produtiva. Teve duas exacerbações infecciosas que motivaram uso de antibióticos e corticosteroides sistêmicos, mas não internação. É correto afirmar que esse paciente tem
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: B

Fundamento decisivo: A diretriz GOLD confirma DPOC por VEF1/CVF pós-broncodilatador < 0,70; no caso, a relação é 0,56 em ex-tabagista com sintomas respiratórios crônicos. O VEF1 de 50% do predito define GOLD 2, e as duas exacerbações moderadas com antibiótico e corticosteroide sistêmico enquadram o paciente no grupo E, o que torna correta a alternativa B.

Tema central: Classificação da DPOC
Análise das alternativas
A
Errada
Incorreta porque é tecnicamente insuficiente para a classificação pedida. O paciente tem DPOC, mas a estratificação correta exige grau espirométrico e grupo clínico. Pelos dados, ele é GOLD 2 e grupo E; dizer apenas 'DPOC GOLD' não completa a classificação.
B
Certa
A alternativa correta reúne diagnóstico e estratificação formal. O quadro clínico-funcional favorece DPOC: tabagismo importante, tosse produtiva crônica, dispneia progressiva e obstrução persistente sem reversibilidade significativa. Pela GOLD, VEF1/CVF pós-broncodilatador de 0,56 confirma limitação obstrutiva persistente; VEF1 de 50% do previsto classifica como GOLD 2; e duas exacerbações moderadas no último ano, definidas pela necessidade de antibiótico e corticosteroide sistêmico, enquadram no grupo E.
C
Errada
Incorreta porque o enunciado não sustenta asma com remodelamento brônquico. A ausência de reversibilidade isoladamente não prova remodelamento asmático, e o conjunto tabagismo de 40 anos-maço, tosse produtiva crônica, dispneia progressiva e obstrução persistente favorece DPOC como diagnóstico principal. O enunciado não traz variabilidade típica, atopia ou crises episódicas que fortaleçam asma.
D
Errada
Incorreta por dois erros objetivos. Primeiro, VEF1 de 50% do predito ainda é GOLD 2; GOLD 3 corresponde a VEF1 entre 30% e 49%, portanto abaixo de 50%. Segundo, o grupo clínico não é B, porque duas exacerbações moderadas no último ano já definem grupo E, independentemente do mMRC 2.
E
Errada
Incorreta porque asma de início tardio não é a melhor definição diante dos dados fornecidos. O diagnóstico diferencial favorece DPOC pela combinação de tabagismo intenso, bronquite crônica com tosse produtiva, progressão da dispneia e espirometria com obstrução persistente sem resposta broncodilatadora significativa. A idade de início dos sintomas, isoladamente, não sustenta asma tardia.
Pegadinha da questão
A banca explora dois pontos de corte que costumam gerar erro: VEF1 exatamente em 50% ainda é GOLD 2, não GOLD 3, e duas exacerbações moderadas já colocam no grupo E, mesmo com mMRC 2.
Dica para questões semelhantes
  • Em DPOC, primeiro confirme obstrução persistente com VEF1/CVF pós-broncodilatador < 0,70; só depois classifique.
  • Memorize o ponto de corte espirométrico: VEF1 de 50% a 79% é GOLD 2; GOLD 3 começa abaixo de 50%.
  • Na classificação clínica atual, duas exacerbações moderadas ou uma com internação definem grupo E independentemente da carga de sintomas.
  • Para diferenciar de asma, valorize o conjunto clínico-funcional: tabagismo importante, tosse produtiva crônica, dispneia progressiva e obstrução persistente favorecem DPOC.

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