Leia o texto abaixo: A ideia de participação que pode se en...
A ideia de participação que pode se encaixar na noção de gestão social trabalhada aqui é aquela considerada como a divisão de poder entre todos os grupos envolvidos e a possibilidade concreta de todos influenciarem a decisão coletiva sobre os objetivos sociais. Desse modo, é possível ligar esta noção à ideia de descentralização como apresentada aqui, principalmente na sua dimensão política: aproximar governo e cidadãos. A participação é uma forma de intervenção na vida pública e, ao mesmo tempo, um método de governo baseado em um certo nível de institucionalização das relações Estado/Sociedade (acesso às informações e representatividade das formas existentes de democracia de base são vistos como pré-requisitos para a participação). Em razão disso, vislumbrase a gestão social como uma categoria pertinente para discutir o modo como o Estado procede diante das requisições postuladas pela sociedade. Primeiramente, é oportuno salientar que o termo “gestão social” tem assumido diversas concepções ao longo dos tempos. O termo é aplicado tanto para referenciar as iniciativas tipicamente estatais, quanto aquelas procedentes da sociedade civil, através de suas organizações e de movimentos sociais com caráter público e não estatal.
Fonte: CKAGNAZAROFF, Ivan Beck. Ferramentas de Gestão Social: Uma Visão Introdutória. In: Gestão social: o que há de novo? / organização Carla Bronzo Ladeira Carneiro e Bruno Lazzarrotti Diniz Costa . Belo Horizonte: Fundação João Pinheiro, 2004. (adaptado)
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Alternativa correta: B
Tema central: gestão social, participação e descentralização política. O enunciado trabalha a ideia de que gestão social prevê divisão de poder entre Estado e sociedade, institucionalizando formas de participação cidadã.
Resumo teórico:
A gestão social refere‑se a modos de governança onde decisões públicas são partilhadas entre o Estado e organizações/representações da sociedade civil. Implica participação (acesso à informação, representatividade) e descentralização (aproximação governo‑cidadão). Fontes úteis: texto de Ckagnazaroff (citado), a Constituição Federal (princípios de participação e direitos sociais) e documentos de política pública como a Política Nacional de Assistência Social (PNAS) e a Lei nº 8.742/1993 (LOAS), que tratam da organização da assistência social e do papel dos entes e da sociedade civil.
Justificativa da alternativa B:
A alternativa B afirma que a gestão das demandas não deve ser exclusiva do governo e que é possível partilhar decisões com a sociedade civil. Isso está em concordância direta com o texto: gestão social é entendida como divisão de poder e institucionalização da participação, ligando descentralização à dimensão política. Logo, B reflete corretamente a ideia central.
Análise das alternativas incorretas:
A — Erro por generalização: afirma que gestão social ocorre "por excelência" nas OSC e que o Estado fica desresponsabilizado. O texto diz que o termo abrange iniciativas estatais e da sociedade civil; não exonera o Estado de responsabilidades.
C — Também generaliza em sentido contrário: reduz a gestão social ao governo e limita OSC à caridade. Contraria o caráter plural e participativo atribuído à gestão social no texto.
D — Afirma que gestão social "nunca" pode ser considerada proteção social. Incorreto: gestão social pode compor modos de formulação e execução de políticas públicas de proteção social (como no SUAS/PNAS), sendo falso o termo absoluto "nunca".
Estratégia de prova:
Procure termos-chave: "divisão de poder", "partilha", "descentralização" e frases absolutas ("sempre", "nunca", "por excelência"). Elimine alternativas que apresentam exclusividade ou descaracterizam a relação Estado‑sociedade indicada pelo texto.
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