Paciente de 13 anos de idade, com histórico de diabetes
melito tipo 1 de difícil controle, comparece ao pronto
atendimento com queixas de náuseas e vômitos há 3 dias,
além de hálito cetônico. Ao exame físico, MEG, Glasgow 14
(confusa), taquipneia com FR de 42 irpm, SpO2 de 100% em
ar ambiente, desidratação grave, pulsos periféricos filiformes,
PA de 90×60 mmHg, FC de 140 bpm. Restante do exame
físico sem alterações relevantes. Referiu ausência de diurese
nas últimas horas. Diante do quadro, foi realizada expansão
volêmica com 800 mL de SF 0,9% em 30 minutos e solicitados
exames laboratoriais.
• Exames laboratoriais:
pH: < 6,8
pCO2: 22 mmHg
HCO3 ⁻ : indetectável
BE: não mensurável
Glicemia: 500 mg/dL
Na+ : 6,4 mEq/L
K + : 137 mEq/L
Cl - : 116 mEq/L
Ca2+: 4,86 mg/dL
Lactato: 23 mg/dL
Cetonúria: 3 +++
USG de pulmão: linhas A bilateralmente (sem sinais de
congestão pulmonar). USG de coração: hipocontratilidade
ventricular difusa e veia cava inferior colabada.
Após medidas instituídas, a criança evoluiu com melhora dos
parâmetros clínicos. Entretanto, na 13ª hora do tratamento,
apresentou flutuação do nível de consciência, queixa de
cefaléia, vômitos, incontinência urinária e, ao exame físico, foi
observado a seguinte alteração no exame ocular:
Realizado novo dextro com resultado de 260 mg/dL.
Considerando a principal hipótese diagnóstica, assinale a
melhor conduta a ser realizada no momento.