Tendo em vista esse caso clínico e os conhecimentos médicos...
É comum a incidência de fenômenos tromboembólicos nessa população, com comprometimento de membro superior ipsilateral, sendo mandatória a realização de exames complementares.
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Tema central: O caso clínico aborda uma complicação pós-mastectomia, salientando sintomas como dor, edema, sensação de peso e diminuição da mobilidade no membro superior direito. O ponto focal é diferenciar linfedema de fenômenos tromboembólicos (TEV), especialmente trombose venosa profunda (TVP) de membro superior.
Análise e justificativa da alternativa correta (E – errado):
Os achados clínicos descritos – edema crônico, sensação de peso, diminuição da flexibilidade – são altamente compatíveis com linfedema, uma das principais causas de edema de membro superior após mastectomia, devido à interrupção dos linfáticos axilares durante a cirurgia.
Embora pacientes oncológicas tenham risco aumentado para tromboembolismo venoso (TEV), a incidência de TVP em membros superiores permanece baixa. Segundo Chew et al., em artigo revisado na Mastology, “a incidência de TEV em pacientes com câncer de mama é de cerca de 1% nos primeiros dois anos, com a vasta maioria dos eventos ocorrendo em membros inferiores”. A literatura reforça que TVP de membros superiores responde por apenas 3% dos casos de trombose venosa profunda (Secad/Artmed), sendo consideravelmente menos frequente que o linfedema nesta população.
Protocolos clínicos e diretrizes recomendam investigação de fenômenos tromboembólicos somente diante de sinais de TEV (veia palpável dolorosa, rubor, enduração localizada, dor súbita), o que não corresponde ao caso em questão. O Ministério da Saúde não estabelece a obrigatoriedade de exames complementares para TEV frente a quadro típico de linfedema.
Pegadinhas e pontos-chave:
- Confundir sintomas comuns do linfedema com trombose pode induzir ao erro.
- Palavras como “comum” e “mandatória” no enunciado devem ser analisadas criticamente: nem todo edema pós-mastectomia é trombótico.
Conclusão: A alternativa está ERRADA. O caso clínico descreve quadro típico de linfedema, cuja incidência é muito maior que a de TEV em membros superiores neste contexto, não sendo obrigatória a realização de exames para trombose sem indicação clínica.
Referências utilizadas: Mastology (Chew et al.), Secad/Artmed, protocolos do Ministério da Saúde.
Dica de prova: Sempre associe o perfil clínico, o tempo de evolução e o contexto cirúrgico para diferenciar linfedema de trombose!
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