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Q4213325 Medicina
Menino, 7 anos de idade, acompanhado no ambulatório de pneumologia por conta de asma grave, com uso irregular de medicações. É admitido no pronto-socorro pediátrico com dispneia importante, sibilância difusa e tosse seca há cerca de 8 horas, após auxiliar o pai na limpeza do porão da casa. A mãe relata ter feito uso do salbutamol em casa (6 puffs em doses repetidas ao longo de 2 horas), sem resposta adequada. Ao exame físico de chegada, apresentava-se agitado, com fala entrecortada, uso intenso de musculatura acessória, tiragens intercostal e de fúrcula. Ausculta com sibilos expiratórios difusos e redução de murmúrios vesiculares globalmente. Boa perfusão periférica, ausculta cardíaca com bulhas rítmicas e normofonéticas, sem sopros. FC de 128 bpm, FR de 40 irpm, SpO2 de 87% em ar ambiente e PA de 100×60 mmHg. Foi submetido a tratamento inicial em sala de emergência, onde iniciou oxigênio por máscara não-reinalante, obtido acesso periférico com administração de metilprednisolona e iniciado salbutamol inalatório 800 µg repetido a cada 20 minutos e brometo de ipratróprio. Mantido sob monitorização contínua. Após cerca de 1 hora, encontrava-se ainda com intenso desconforto respiratório, sonolento, mais taquipneico (FR de 50 irpm), com SpO2 de 90% com máscara não-reinalante. Colhida a seguinte gasometria arterial:  


pH: 7,28
PaCO2: 58 mmHg
PaO2: 65 mmHg
HCO3 - : 24 mEq/L
SpO2: 90%


Optou-se pela transferência à unidade de terapia intensiva para monitorização e seguimento das medidas de tratamento e suporte. 
Durante o plantão noturno do 4º dia de internação, o paciente encontra-se em ventilação mecânica assistida-controlada a pressão com os seguintes parâmetros: 
PIP: 50 cmH2O PEEP: 6 cmH2O FR: 16 irpm Tempo inspiratório: 0,8 s FiO2: 60%, para fazer um volume corrente de 7 mL/kg
Você é chamado ao leito pela enfermagem e encontra o paciente com o seguinte exame físico: mal estado geral, descorado (3+/4+), hidratado, cianótico, afebril, sedado e mantendo a frequência respiratória do ventilador. FC de 133 bpm, FR de 16 irpm, SpO2 de 83% e PA de 70×30 mmHg. Ausência de murmúrio vesicular bilateral. Ao desacoplar paciente do aparelho e colocá-lo em ventilação manual com bolsa-valva-máscara, nota-se dificuldade em promover ventilação. Quanto ao diagnóstico mais provável e a sua justificativa para as alterações encontradas, assinale a alternativa correta. 
Alternativas