Menino, 7 anos de idade, acompanhado no ambulatório de pneumologia por conta de asma grave, com uso irregular de
medicações. É admitido no pronto-socorro pediátrico com dispneia importante, sibilância difusa e tosse seca há cerca de 8 horas,
após auxiliar o pai na limpeza do porão da casa. A mãe relata ter feito uso do salbutamol em casa (6 puffs em doses repetidas ao
longo de 2 horas), sem resposta adequada. Ao exame físico de chegada, apresentava-se agitado, com fala entrecortada, uso
intenso de musculatura acessória, tiragens intercostal e de fúrcula. Ausculta com sibilos expiratórios difusos e redução de
murmúrios vesiculares globalmente. Boa perfusão periférica, ausculta cardíaca com bulhas rítmicas e normofonéticas, sem sopros.
FC de 128 bpm, FR de 40 irpm, SpO2 de 87% em ar ambiente e PA de 100×60 mmHg. Foi submetido a tratamento inicial em sala
de emergência, onde iniciou oxigênio por máscara não-reinalante, obtido acesso periférico com administração de metilprednisolona
e iniciado salbutamol inalatório 800 µg repetido a cada 20 minutos e brometo de ipratróprio. Mantido sob monitorização contínua.
Após cerca de 1 hora, encontrava-se ainda com intenso desconforto respiratório, sonolento, mais taquipneico (FR de 50 irpm), com
SpO2 de 90% com máscara não-reinalante. Colhida a seguinte gasometria arterial:
pH: 7,28
PaCO2: 58 mmHg
PaO2: 65 mmHg
HCO3 - : 24 mEq/L
SpO2: 90%
Optou-se pela transferência à unidade de terapia intensiva para monitorização e seguimento das medidas de tratamento e suporte.
Quanto a medidas que podem ser instauradas para otimizar a
ventilação mecânica nesse paciente, considerando a
fisiopatologia do quadro, assinale a alternativa correta.
Incorreta. Gabarito oficial da banca:
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