O fechamento, seja percutâneo ou cirúrgico, de uma comunica...

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Q1674072 Medicina
A respeito das cardiopatias congênitas e com base nos conhecimentos médicos, julgue os itens a seguir. 
O fechamento, seja percutâneo ou cirúrgico, de uma comunicação interatrial é o tratamento de escolha, independentemente do status hemodinâmico e da idade do paciente.
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Gabarito: E) Errado

Tema central: A questão aborda a comunicação interatrial (CIA), uma cardiopatia congênita onde ocorre uma abertura anômala entre átrios direito e esquerdo, resultando em fluxo sanguíneo inadequado entre essas câmaras.

Explicação do tema: A CIA pode variar quanto ao tamanho do defeito e à repercussão hemodinâmica. Muitos pacientes são assintomáticos e, em alguns casos, o defeito pode ser pequeno, não justificando intervenção. Quando relevante, a CIA pode levar a sobrecarga de volume em câmaras direitas, arritmias ou hipertensão pulmonar com o tempo.

Justificativa para a alternativa "E" (Errado): O fechamento da CIA não é recomendado para todos os pacientes, independentemente do status hemodinâmico e idade. Segundo as principais diretrizes e consensos internacionais (por exemplo, AHA/ACC e ESC), o tratamento é individualizado e são indicados para fechamento:

  • Pacientes sintomáticos (dispneia, fadiga, arritmias)
  • Presença de repercussão hemodinâmica (sobrecarga de câmaras direitas demonstrada por imagem)
  • Shunt significativo (Qp:Qs > 1,5:1)
  • Risco aumentado de embolia paradoxal em situações específicas

Já pacientes assintomáticos com CIA pequena e sem repercussão podem permanecer apenas em acompanhamento, sem indicação imediata de fechamento (UpToDate, 2023).

Crítica à alternativa incorreta (Certo): A alternativa sugerindo fechamento em todos os casos incorre em erro conceitual grave. Ignora a necessidade de avaliação clínica e hemodinâmica individualizada, expõe pacientes a riscos desnecessários de procedimentos intervencionistas, e contraria princípios éticos da boa prática médica (primum non nocere).

Evidências e protocolos: Segundo o Manual de Cardiologia do Ministério da Saúde (2021): “O fechamento profilático da comunicação interatrial não está indicado em todos os casos, cabendo ao especialista avaliar a repercussão clínica e hemodinâmica antes da indicação de intervenção.
Além disso, a Sociedade Brasileira de Cardiologia recomenda fechamento apenas quando há indicação clínica e repercussão significativa (Diretriz de Cardiopatias Congênitas, 2020).

Estratégia para provas: Atenção quando encontrar termos absolutos como “independentemente”, “sempre” ou “todos”. Em medicina, raramente há condutas universais.

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A sentença é incorreta porque sugere que o fechamento de uma comunicação interatrial, seja por vias percutâneas ou cirúrgicas, é a opção de tratamento preferida independentemente do status hemodinâmico e da idade do paciente. No entanto, na prática médica, a decisão de tratar uma comunicação interatrial não é tomada sem levar em consideração vários fatores, incluindo o tamanho da comunicação, a presença de sintomas, a idade do paciente e o estado de saúde geral. Especificamente, o status hemodinâmico do paciente, que se refere ao fluxo de sangue e à pressão arterial, é um fator crítico na determinação do tratamento apropriado. Portanto, a declaração é falsa porque simplifica excessivamente a complexidade da decisão de tratamento para comunicações interatriais.

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