Menino, 4 anos de idade, previamente hígido, comparece ao
pronto-socorro com quadro de febre, apresentando
temperatura de 39 °C há 2 dias, tosse com expectoração
esverdeada, dificuldade para respirar nas últimas 24 horas.
Mãe refere que o paciente apresentou redução da aceitação
de dieta e encontra-se mais sonolento no dia de hoje. Ao
exame físico, encontra-se toxemiado, descorado (2+/4+),
hidratado, acianótico, anictérico, febril. FC de 148 bpm, FR de
48 irpm, PA de 90×65 mmHg, SpO2 de 88% em ar ambiente.
Tiragem subdiafragmática e de fúrcula, gemido expiratório.
Ausculta pulmonar com a presença de estertores crepitantes
difusos e importante redução de murmúrios vesiculares em
base. Pulsos periféricos finos, tempo de enchimento capilar de
4 segundos. O paciente colheu exames gerais, recebeu uma
expansão com soro fisiológico 0,9% de 20 mL/kg e foi
transferido à UTI em uso de máscara não-reinalante de
oxigênio, apresentando a seguinte gasometria completa como
resultado fornecido pelo técnico do laboratório, após alerta do
aparelho:
pH: 7,28
PaO2: 58
PaCO2: 52
HCO3 - : 17 mEq/L
SpO2: 89%
Lactato: 52 mg/dL
Foi realizada uma radiografia de tórax, apresentada a seguir:
Optou-se por realizar bloqueio neuromuscular contínuo,
otimizando os parâmetros ventilatórios. Além disso, o balanço
hídrico foi rigorosamente controlado, com administração de
diuréticos de alça, obtendo-se negativação em dias
sucessivos. Com isso, houve melhora progressiva da
hipoxemia, além de melhora radiológica. Considerando um o
paciente apresentado, as terapias aplicadas e um tempo de
ventilação prolongado, pode-se afirmar que as consequências
que dificultam seu manejo na terapia intensiva incluem:
Incorreta. Gabarito oficial da banca:
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