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Q3105612 Medicina
      Um paciente com 45 anos de idade procurou uma unidade de saúde apresentando dor em região epigástrica associada a pirose retroesternal e empachamento pós-prandial, desencadeada pelo jejum e aliviada pela ingesta alimentar. O exame físico mostrou um índice de massa corporal de 40 kg/m² e dor à palpação da região epigástrica.
Com base no caso clínico precedente, julgue o item que se segue.

A história clínica e o exame físico são suficientes para o estabelecimento do diagnóstico da doença do paciente, não havendo a necessidade da solicitação de exame complementar. 
Alternativas

Gabarito comentado

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Tema central: quadro típico de DRGE/dispepsia sem sinais de alarme em adulto de meia-idade. A presença de pirose retroesternal (sintoma-chave), dor epigástrica e obesidade grave (IMC 40) favorece diagnóstico clínico de DRGE na atenção inicial.

Gabarito: C – Certo

Justificativa da alternativa correta: Em pacientes sem sinais de alarme e com sintomas típicos de DRGE (pirose ± regurgitação), as diretrizes recomendam diagnóstico presuntivo clínico e teste terapêutico com inibidor de bomba de prótons (IBP) por 8 semanas, sem necessidade de exame complementar inicial. A obesidade é forte fator de risco para DRGE e reforça a hipótese. Referências: ACG Guideline for GERD (2022), UpToDate; Harrison’s Principles of Internal Medicine.

Por que a alternativa “E – Errado” não se aplica: Solicitar endoscopia ou pHmetria de rotina na primeira avaliação contraria as diretrizes quando não há alarme. Exames são reservados para casos com disfagia, odinofagia, sangramento, anemia, perda ponderal, vômitos persistentes, história familiar de câncer GI, idade avançada ou falha do IBP. Diretrizes ACG/CAG para dispepsia também orientam abordagem não invasiva inicial em <60 anos, sem alarme.

Como interpretar o enunciado (estratégia de prova):

  • Identifique o sintoma pivô: pirose retroesternal = DRGE.
  • Ausência de sinais de alarme citados.
  • Idade 45 anos favorece manejo não invasivo.
  • “Dor que melhora com alimentação” pode sugerir úlcera duodenal, mas a pirose típica + obesidade pesam para DRGE na abordagem inicial.

Diagnóstico e exames (quando indicados):

  • DRGE por clínica: iniciar IBP; sem exame inicial.
  • Endoscopia: se alarme, ≥60 anos, fatores de risco para neoplasia, ou refratariedade/recidiva precoce.
  • pHmetria/impedanciopH: sintomas refratários com endoscopia normal ou antes de cirurgia antirrefluxo.
  • Teste para H. pylori (breath/stool): útil quando quadro é de dispepsia predominante sem pirose típica; aqui, não obrigatório inicialmente.

Conduta prática inicial (resumo): IBP 8 semanas, perda ponderal, evitar refeições volumosas/noturnas, elevação da cabeceira, reduzir álcool/cafeína, cessar tabagismo. Reavaliar resposta; investigar se falha ou surgir alarme.

Pegadinha clássica: sintomas que “melhoram com alimento” podem desviar para úlcera; nas provas, se houver pirose típica e sem alarme, o diagnóstico clínico de DRGE e o manejo empírico são a escolha.

Fontes: ACG Guideline for GERD (2022); ACG/CAG Dyspepsia Guideline; UpToDate; Harrison’s Principles of Internal Medicine.

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