Com base nesse caso clínico e nos conhecimentos médicos corr...
Nesse paciente, a órtese suropodálica articulada é preferível à fixa, considerando sua função durante a marcha, por proporcionar melhor amplitude de movimento durante a fase de apoio.
Gabarito comentado
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Gabarito comentado:
Tema central: A questão aborda a escolha adequada de órtese suropodálica para paciente pós-AVC isquêmico com espasticidade residual e déficit motor, durante a reabilitação da marcha.
Justificativa para a alternativa correta (“Errado”):
Em pacientes com espasticidade moderada a severa nos membros inferiores (Escala de Ashworth Modificada 2 para isquiotibiais e tríceps sural), a melhor indicação é a órtese suropodálica fixa (AFO fixa). Esta órtese imobiliza o tornozelo, oferecendo controle do tônus e maior estabilidade durante o apoio da marcha, reduzindo riscos de movimentos involuntários como o clônus.
Segundo o Guia do Ministério da Saúde (Capítulo 7), "as órteses suropodálicas articuladas são indicadas para pessoas capazes de realizar marcha, porém pode estimular um aumento do tônus ou o aparecimento do clônus em alguns casos."
Assim, a afirmação do item de que a órtese articulada é preferível à fixa para este perfil é INCORRETA. O controle da espasticidade e da instabilidade é mais efetivo com a órtese fixa.
Análise da alternativa incorreta (“Certo”):
O erro da alternativa está em não considerar que a articulação do tornozelo em espásticos pode exacerbar o tônus e comprometer a eficácia da marcha. Órteses articuladas são válidas para pacientes com bom controle motor e espasticidade discreta, o que não é o caso apresentado.
Estratégias de interpretação:
Nas provas, foque em achados do exame físico, como o grau de espasticidade (ASH≥2). Questões de órtese costumam esconder “pegadinhas” ao sugerir benfeitorias da articulação, desconsiderando riscos clínicos em quadros espásticos. Atenção ao contexto funcional do paciente!
Normativas e evidências:
O Guia do Ministério da Saúde, respaldado por evidências científicas e revisões do UpToDate, reforça: em espasticidade significativa, priorize órtese fixa para estabilizar e proteger durante a marcha, evitando efeitos adversos como clônus.
Resumo para memorização:
Em espasticidade pós-AVC, controle e estabilidade vêm antes da mobilidade. Órtese fixa é a escolha!
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