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Q1674243 Medicina
Um paciente de 58 anos de idade apresenta hemiparesia completa desproporcionada de predomínio braquial à esquerda pós-AVCi de ACM direita, em setembro de 2020 (trombolisado), e ombro doloroso. Familiares relatam redução da acuidade visual do paciente. Ao exame físico, ele está em BEG, com PA = 126 mmHg x 79 mmHg, FC = 77 bpm, FR = 15 irpm e SatO2 = 97%. Constatam-se sinal do sulco em ombro direito, redução de ADM de ombro, com dor à mobilização passiva, espasticidade ASH 2 em flexores de cotovelo, punho, rotadores internos e flexores dos dedos à esquerda, ASH 1 em quadríceps e ASH 2 para isquiotibiais e tríceps sural à esquerda. 
Com base nesse caso clínico e nos conhecimentos médicos correlatos, julgue o item a seguir.
O baclofeno mostra-se como boa opção terapêutica, independentemente dos níveis de creatinina, uma vez que a droga apresenta metabolismo hepático.
Alternativas

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Em relação à questão proposta, o foco está no tratamento da espasticidade em um paciente pós-acidente vascular cerebral isquêmico (AVCi). A discussão é sobre o uso do baclofeno e seu metabolismo.

O baclofeno é um fármaco comumente utilizado para o tratamento da espasticidade, especialmente em desordens neurológicas. No entanto, é crucial entender seu metabolismo e eliminação. Diferentemente do que sugere o item, o baclofeno é eliminado principalmente pelos rins, e não pelo fígado. Portanto, a função renal do paciente deve ser monitorada, especialmente em pacientes com insuficiência renal, para evitar acúmulo e efeitos adversos.

A alternativa correta é, portanto, “E - errado”, pois a afirmação desconsidera a importância da função renal no uso do baclofeno.

Vamos analisar por que a indicação está incorreta:

  • Metabolismo e Eliminação: Ao contrário do mencionado, o baclofeno não apresenta metabolismo significativamente hepático, sendo sua principal via de eliminação a renal. Esta é uma informação crucial para a prescrição segura do medicamento.
  • Implicações Clínicas: Em pacientes com disfunção renal, a dosagem de baclofeno pode precisar de ajustes para evitar acúmulo e toxicidade, que podem incluir sedação excessiva, fraqueza e confusão.

Para estudantes de Medicina e profissionais da área, é fundamental considerar as características farmacocinéticas de um medicamento ao prescrevê-lo, levando em conta a função renal e hepática do paciente. Diretrizes médicas, como as do UpToDate e do Harrison’s Principles of Internal Medicine, enfatizam essa consideração no manejo da espasticidade.

Esse exemplo ressalta a importância de um conhecimento detalhado sobre farmacologia clínica e as condições específicas do paciente. A percepção de que o metabolismo hepático é a principal via de eliminação pode levar a erros de julgamento no tratamento.

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Comentários

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A afirmação é falsa. Embora seja verdade que o baclofeno é metabolizado principalmente pelo fígado, isso não significa que ele pode ser usado de forma irrestrita em pacientes com níveis alterados de creatinina. A creatinina é um marcador de função renal, e mesmo que o baclofeno seja metabolizado no fígado, parte dele ainda é excretado pelos rins. Portanto, em pacientes com alterações da função renal, como indicado por níveis aumentados de creatinina, pode haver um acúmulo de baclofeno no organismo, o que pode levar a efeitos colaterais graves. Assim, o uso de baclofeno precisa ser feito com cautela em pacientes com função renal comprometida e a dosagem pode precisar ser ajustada.

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