A formulação de dietas de alta densidade energética para va...

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Q4300477 Veterinária
A formulação de dietas de alta densidade energética para vacas leiteiras de alta produção visa atender às elevadas demandas metabólicas da lactação. Contudo, o fornecimento excessivo de carboidratos rapidamente fermentáveis em detrimento da fibra fisicamente efetiva predispõe o rebanho à Acidose Ruminal Subaguda (SARA), uma das desordens metabólicas e nutricionais mais prevalentes na pecuária moderna.

Sobre a fisiopatologia da SARA, o papel regulatório da fibra alimentar e os métodos de monitoramento clínico veterinário, analise as afirmativas a seguir:

I. A SARA caracteriza-se clinicamente por episódios repetidos e prolongados de queda do pH ruminal para valores abaixo de 5,5 a 5,6, decorrentes principalmente do acúmulo de ácidos graxos voláteis (AGVs: propionato, acetato e butirato) no rúmen, diferindo da acidose ruminal aguda, na qual há acúmulo maciço de ácido lático (L e D-lactato).
II. A Fibra em Detergente Neutro fisicamente efetiva (FDNfe) da dieta é o principal estímulo mecânico para a mastigação e ruminação, processos fisiológicos essenciais que promovem a secreção de saliva (rica em bicarbonato de sódio e fosfato de sódio), atuando como o principal sistema tampão ruminal.
III. Lesões na barreira epitelial ruminal (ruminite) causadas pelo pH ácido facilitam a translocação de patógenos bacterianos oportunistas (como Fusobacterium necrophorum) para a circulação portal, podendo originar abscessos hepáticos crônicos e, em casos severos, trombose da veia cava caudal com tromboembolismo pulmonar metastático.
IV. O diagnóstico individual e de rebanho para SARA baseia-se de forma rotineira na aferição do pH sanguíneo e na dosagem de lactato sérico dos animais em lactação, uma vez que o pH sistêmico apresenta correlação linear direta e instantânea com as flutuações de acidez do fluido ruminal.

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