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Q3503511 Português
BACTÉRIA REGULA O APETITE HUMANO POR DOCES


Ela vive no intestino - e produz uma substância que influencia o cérebro.


      A Bacteroides Vulgatus, que vive no intestino humano, está relacionada a uma preferência alimentar: pessoas com baixos níveis dessa bactéria sentem maior desejo por doces. Essa foi a conclusão de um estudo publicado por cientistas de duas universidades chinesas, que fizeram experiências em ratos de laboratório e também analisaram 84 voluntários humanos. Primeiro, nas cobaias, os pesquisadores desligaram um gene chamado Ffar4 (sigla em inglês para "receptor de ácidos graxos 4"). Isso teve dois efeitos: reduziu a quantidade da bactéria B. vulgatus no intestino deles, e elevou o apetite dos animais para alimentos doces. Depois, os cientistas examinaram a microbiota dos voluntários humanos - e descobriram que as pessoas que comiam mais doces carregavam menos B. vulgatus no intestino. Essa bactéria funciona como um freio para o apetite: ela secreta ácido pantotênico, uma substância que estimula o organismo a produzir o hormônio GLP-1, que age no cérebro controlando o apetite (uma versão sintética dele é o princípio ativo do Ozempic e de medicamentos similares). A descoberta pode levar à criação de um tratamento probiótico para o emagrecimento, baseado na suplementação de B. vulgatus.


Revista Superinteressante, 472 Ed. Fevereiro de 2025.
Na oração “A descoberta pode levar à criação de um tratamento probiótico para o emagrecimento, baseado na suplementação de B. vulgatus”, a palavra em destaque passa por dois processos de derivação. Primeiro do primitivo “magro” para o derivado “emagrecer” e depois de emagrecer para emagrecimento. A gramática normativa da língua portuguesa chama estes dois processos de formação de palavras, respectivamente, de derivação
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Comentários

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  1. De "magro" para "emagrecer"
  • Ocorre derivação parassintética, pois há a junção simultânea de prefixo ("e-") e sufixo ("-ecer") à base "magro".
  • Em palavras formadas por derivação parassintética, se retirarmos apenas o prefixo ou apenas o sufixo, a palavra deixa de existir na língua com sentido próprio ("emagrar" ou "magrecer" não existem).
  1. De "emagrecer" para "emagrecimento"
  • Ocorre derivação sufixal, pois acrescenta-se o sufixo "-mento" ao verbo "emagrecer" para formar o substantivo.

✅ Portanto: Parassintética → Sufixal.

por que não poderia ser derivação imprópria, se o "magro" é um adjetivo e "emagrecer" é um verbo?

A Derivação Imprópria, também conhecida como Conversão, é um processo de formação de palavras no qual um vocábulo muda de classe gramatical sem que sofra qualquer alteração em sua forma ou estrutura (não há adição de prefixo ou sufixo).

O que define a nova palavra e sua nova classe é o contexto em que ela é utilizada na frase.

Exemplo: O doce é a melhor parte da festa.

A palavra "doce", que é originalmente um adjetivo (qualidade), passa a funcionar como substantivo (nome de algo), geralmente precedida de artigo (o).

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