A concordância é uma relação de determinação ou dependência ...

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Q2115318 Português
A concordância é uma relação de determinação ou dependência morfossintática e pode ocorrer com relação ao nome ou ao verbo. É um processo utilizado pela língua para marcar formalmente as relações de determinação ou dependência morfossintática existentes entre os termos no interior das orações. Essas relações morfossintáticas entre os termos de uma oração podem ser feitas por meio da concordância verbal e nominal.
(Disponível em: https://mundoeducacao.uol.com.br/gramatica/ concordancia-verbal-concordancia-nominal.htm. Acesso em: 19/06/2022.)
“Durante minha fase de estudos fora do país, _______________ momentos em que pensei seriamente em desistir. Frequentemente, sentia-me ______________ desanimada e a solidão que ______________ nas noites frias do inverno canadense, ______________ triste e chorosa. No entanto, o tempo foi aplacando a saudade. Os colegas de classe ____________________ mais acolhedores, passei a sentir uma doce paz interior e _______________ a angústia e a vontade de abandonar meus sonhos.” Assinale a alternativa que completa correta e sequencialmente o parágrafo anterior. 

Alternativas

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Tema central da questão: O foco recai sobre concordância verbal e nominal, além do uso correto do advérbio/adjetivo “meio”/“meia”. Essas regras são essenciais para garantir a estrutura correta das frases pela norma-padrão da Língua Portuguesa.

Justificativa da alternativa correta – Alternativa A:

1. “houve”: O verbo “haver”, no sentido de “existir” (“houve momentos...”), é impessoal e deve ser sempre conjugado no singular, conforme ensina Evanildo Bechara.

2. “meio”: Aqui, “meio” funciona como advérbio de intensidade (“um pouco”), e, por isso, é invariável. Exemplo da norma: “Ela estava meio cansada”.

3. “ocorria” / 4. “fazia-me”: Ambos os verbos devem concordar com o sujeito “a solidão” (singular), resultando em “ocorria” e “fazia-me”.

5. “pareciam estar”: O sujeito agora é plural (“os colegas de classe”), logo, o verbo também: “pareciam”.

6. “amenizaram-se”: O sujeito composto “a angústia e a vontade” exige verbo no plural: “amenizaram-se”.

Análise das alternativas incorretas:

B) “houveram” e D) “houveram”: Erro: O verbo “haver”, no sentido de existir, não vai ao plural. Uso sempre incorreto nesse contexto.
C) “meia” e D) “meia”: Aqui, “meio” deveria ser advérbio, invariável; “meia” é errado.
C) “ocorriam”, “pareciam estarem”, “amenizou-se” e D) “ocorriam”, “pareciam estarem”, “amenizou-se”: Todos fogem à concordância e à estrutura correta: “ocorriam” deveria concordar com “a solidão” (singular) e “pareciam estarem” é forma inadequada; além disso, “amenizou-se” está no singular, mas o sujeito é composto.

Estratégias para provas: Procure identificar o núcleo do sujeito antes de definir a forma verbal. Fique atento ao papel de “meio”: como advérbio, não varia; como numeral/adjetivo, varia em gênero e número. Não confunda verbos impessoais, como “haver” (no sentido de existir), que sempre ficam no singular.
Conforme Cunha & Cintra e o Manual de Redação da Presidência, essas regras são essenciais tanto para coesão quanto para clareza textual.

Resumo: A alternativa A respeita todas as regras de concordância verbal e nominal, bem como o uso adequado de advérbio. Esse domínio é indispensável para atuar como professor das séries iniciais.

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Comentários

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Verbo haver no sentido de existir é INVARIÁVEL

houve

meio

ocorria

fazia-me

pareciam estar

amenizaram-se

Meia do Pé

"Houve" não flexiona!

Meia não existe nesse sentido, "meia" é meia de pé apenas!

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