Dentre os curativos mais usados nos casos de úlcera por pre...
Gabarito comentado
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Tema central: curativo de alginato de cálcio em úlceras por pressão. Trata-se de um curativo de fibras derivadas de algas que, em contato com o exsudato (rico em íons sódio), forma um gel hidrofílico capaz de absorver grande quantidade de exsudato, preencher cavidades, manter umidade terapêutica e auxiliar na hemostasia leve.
Alternativa correta: A
O alginato é indicado para lesões profundas (estágios III/IV), cavitárias, infectadas ou não, com exsudação moderada a alta. Ele se conforma à cavidade, reduz o risco de maceração do leito e da pele perilesional e facilita a remoção atraumática do curativo. Essas indicações estão alinhadas às diretrizes EPUAP/NPIAP/PPPIA e WOCN, além de protocolos do Ministério da Saúde e UpToDate.
Como identificar na prova: procure as palavras-chave “exsudação moderada/alta”, “lesão cavitária” e “estágio III/IV”. Esses termos apontam diretamente para alginato.
Por que as outras estão incorretas?
B) Foca em “ferida infectada com muito exsudato e/ou odor fétido”. Embora o alginato seja útil no alto exsudato (infectada ou não), odor não é indicação específica para alginato. Controle de odor costuma requerer carvão ativado e/ou coberturas antimicrobianas (p.ex., prata). Logo, a alternativa desvia o critério-chave e restringe indevidamente o uso apenas a feridas infectadas.
C) Limita-se a “feridas infectadas e exsudativas” e sugere troca a cada 3–7 dias. Em feridas com alto exsudato ou infecção, a prática recomendada é troca mais frequente (geralmente 24–72h), e, se infectada, preferir alginato com prata (quando disponível). O intervalo proposto é longo e pode levar a maceração/derrame do exsudato.
D) Cita “úlceras varicosas” e “grande potencial de sepse”. O alginato pode ser usado em úlceras venosas exsudativas, mas “potencial de sepse” não é critério de escolha de curativo; é um quadro sistêmico que exige abordagem antimicrobiana e suporte hemodinâmico, não define o curativo tópico. Foge do critério clássico (exsudato/cavidade/estágio).
Dicas práticas:
- Evite alginato em feridas secas, com necrose seca ou com exsudato escasso (risco de aderência).
- Requer cobertura secundária absorvente e irrigação com SF para remoção atraumática.
- Em infecção, considere alginato com prata e trocas mais frequentes.
Referências: EPUAP/NPIAP/PPPIA (Prevention and Treatment of Pressure Ulcers/Injuries), WOCN Guidelines; Ministério da Saúde – Protocolo de Manejo de Lesões; UpToDate; Harrison’s Principles of Internal Medicine.
Gabarito: A.
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