A melhor escolha de tratamento, considerando o principal di...
Leia o caso clínico a seguir para responder à questão.
Paciente do sexo masculino, 60 anos, professor universitário,
iniciou quadro de declínio cognitivo há um ano como notório
prejuízo em sua atividade laboral. Atualmente apresenta
dependência parcial para atividades instrumentais e
independência para atividades básicas de vida diária. Nega
alucinações visuais e alteração comportamental. Antecedentes
familiares revelaram presença de Doença de Alzheimer em mãe e
irmã. Durante exame físico, foi observada marcha com passos
curtos e sem balanço e tremores de repouso assimétrico em
membros superiores. Sem presença de rigidez ou bradicinesia. PA
125X80mmHg, FC 72bpm. Sem alteração em ausculta respiratória
e cardiovascular.
Gabarito comentado
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Tema central da questão: O caso clínico aborda o diagnóstico diferencial de parkinsonismo em um paciente idoso que apresenta sintomas motores típicos, guiando para a conduta terapêutica inicial mais indicada.
Justificativa da alternativa correta (D):
O paciente apresenta sinais clássicos de Doença de Parkinson (DP): marcha com passos curtos, sem balanço, e tremor de repouso assimétrico. Não há história de alterações comportamentais ou alucinações (o que afasta, por exemplo, demências do tipo corpos de Lewy ou delírios), e o prejuízo funcional ocorre principalmente nas atividades instrumentais.
Segundo o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) da Doença de Parkinson: "A levodopa é considerada o tratamento mais eficaz para os sintomas motores da Doença de Parkinson e é recomendada como terapia de primeira linha." Assim, a terapia de escolha inicial é levodopa. Caso surjam necessidades adicionais, podem ser usados outros fármacos dopaminérgicos, como agonistas da dopamina (ex.: pramipexol), conforme a resposta clínica e evolução do quadro (UpToDate; PCDT- Doença de Parkinson; Harrison’s).
Análise crítica das alternativas incorretas:
- A) Inibidores da colinesterase e memantina: Indicado para tratamento de demências (ex.: Alzheimer), não para sintomas motores de DP. O texto não sugere demência instalada (dependência apenas parcial para AIVDs).
- B) Antidepressivo e inibidores da colinesterase: Abordagem típica de quadros neuropsiquiátricos e Alzheimer, mas o paciente não exibe sintomas depressivos nem há critério para demência.
- C) Levodopa e inibidores da colinesterase: Apesar do uso correto da levodopa para DP, os inibidores da colinesterase só são indicados se houver demência de fato associada à DP, o que este caso não caracteriza.
Dicas de prova:
Fique atento aos termos valorizados no enunciado (“marcha em passos curtos”, “tremor de repouso”, “sem alteração comportamental”). Não se deixe confundir pela história familiar de Alzheimer se o quadro clínico aponta DP.
Lembre-se: Pegadinhas comuns envolvem misturar terapias de demências degenerativas e parkinsonismo, mas nem sempre coexistem.
Resumo: O quadro é típico de Doença de Parkinson e, de acordo com as principais diretrizes, o tratamento inicial é levodopa e, se necessário, outros dopaminérgicos.
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