Imagens de satélite e inteligência artificial podem ser
aplicadas para determinar os níveis de desmatamento e os
detalhes da biodiversidade da Floresta Amazônica, de maneira
que culturas agrícolas sejam automaticamente classificadas por
um sistema de aprendizado de máquina que usa imagens de
satélite nesse mapeamento.
É nesse sentido que a ferramenta LLP-Co (learning from
label proportions with prototypical contrastive clustering)
organiza grandes conjuntos de dados capturados por drones e
satélites, que conseguem sobrevoar a floresta e coletar dados em
grande escala, inclusive em áreas de cobertura vegetal mais
densa. Esses dados são organizados, identificados (rotulados) e
classificados pelo sistema, que tem a capacidade de aprender
sozinho a partir da supervisão e validação dos pesquisadores.
As aplicações do sistema no monitoramento florestal
permitem uma maior acurácia no acompanhamento do avanço do
desmatamento, possibilitando uma gestão de políticas públicas
mais eficaz. Além disso, a identificação e a classificação das
espécies vegetais podem revelar detalhes surpreendentes da
biodiversidade local, abrindo novos flancos de pesquisas voltadas
para a preservação ambiental.
Os dados espaciais provenientes de satélites e drones, conforme
mencionados no texto 2A2-I, são potencialmente integráveis a
diferentes órgãos ambientais. Para viabilizar o compartilhamento
desses dados geoespaciais, é fundamental o uso de
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