Autoridades pedem alinhamento público-privado para financiamento climático
Autoridades destacaram a necessidade de maior articulação entre os setores público e privado para viabilizar o financiamento climático de forma efetiva e a longo prazo.
O financiamento climático é considerado fundamental para impulsionar projetos sustentáveis, promover a adaptação às mudanças climáticas e reduzir emissões de carbono.
O secretário nacional de Mudança do Clima do Ministério do Meio Ambiente (MMA), Aloisio Melo, defendeu a ampliação dos investimentos privados na agenda verde.
"É preciso ter investimento privado, porque as empresas têm capacidade de mobilizar recursos próprios, mas também deve haver financiamento por meio de bancos multilaterais e entre países", afirmou.
Ele acrescentou que o governo federal já atua nessa frente com programas como o Fundo Clima , linhas de crédito do BNDES e o Eco Invest, iniciativa para atrair capital externo e estimular projetos sustentáveis de longo prazo.
O governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel (PSDB), também reforçou que a construção de iniciativas sustentáveis depende de uma base regulatória clara e de incentivos públicos para engajar o setor privado.
"São questões disruptivas, às quais o mercado vem se adaptando. E a política pública ajuda como? Direcionando essas ações com incentivos, propostas e mensagens que aproximam o mercado financiador dessa realidade. Essa conta vem sendo paga com diretrizes públicas e ações do setor privado alinhadas a elas", disse.
Já a diretora-geral da ANA (Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico), Verônica Sánchez, ressaltou a necessidade urgente de ampliar a infraestrutura hídrica no país para dar conta das demandas climáticas e sociais.
"Precisamos ter mais infraestruturas de reservação de água. Há muitos anos não construímos novas hidrelétricas, e a situação está muito aquém do necessário", destacou.
Sob liderança da diplomacia brasileira, a expectativa é de que a COP impulsione as negociações sobre financiamento climático, transição energética, preservação da Amazônia e cumprimento das metas do Acordo de Paris.
Ele acrescentou que o governo federal já atua nessa
frente com programas como o Fundo Clima, linhas de
crédito do BNDES e o Eco Invest, iniciativa para atrair
capital externo e estimular projetos sustentáveis de longo
prazo.
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