A suspeita de infecção do trato urinário (ITU) é baseada n...
A suspeita de infecção do trato urinário (ITU) é baseada na história clínica, no exame físico e no diagnóstico confirmado pelos resultados laboratoriais.
A confirmação da ITU é feita pela cultura de urina, que evidenciará a proliferação significativa de microrganismos no trato urinário em cerca de 80-90% da:
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Tema central da questão: Trata-se da identificação do agente etiológico mais frequente nas infecções do trato urinário (ITU) na população pediátrica. Compreender epidemiologia, fisiopatologia e critérios diagnósticos é fundamental para orientar a conduta clínica e interpretar corretamente as questões de concurso.
Justificativa da alternativa correta (C – Escherichia coli):
A Escherichia coli é a bactéria mais frequentemente isolada em uroculturas de crianças com ITU, responsável por 70 a 90% dos casos, variando conforme diferentes estudos brasileiros e internacionais. Segundo revisão integrativa publicada na CERES – Health & Education Medical Journal, "a E. coli representa a principal bactéria isolada em urinas de crianças com ITU, atingindo cerca de 85% dos casos".
Isso é explicado pela proximidade anatômica do ânus com a uretra, facilitando a ascensão da bactéria para o trato urinário. O correto reconhecimento desse padrão microbiológico orienta a escolha do antibiótico empírico e garante o sucesso terapêutico.
Análise das alternativas incorretas:
A) Clostridium: Bactérias do gênero Clostridium raramente estão envolvidas em ITUs, sendo classicamente associadas a infecções anaeróbias de partes moles, não ao trato urinário.
B) Enterobacter: Embora possam causar ITU hospitalar/complicada (< 10% dos casos), não são os principais agentes.
D) Pseudomonas: Importante em pacientes imunossuprimidos ou sob sondagem vesical prolongada, porém rara em pacientes pediátricos imunocompetentes.
E) Klebsiella sp.: Embora relevante em alguns casos hospitalares ou complicados, sua prevalência é muito inferior à de E. coli (aprox. 3-10%).
Estratégias de prova: Palavras como “em cerca de 80-90%” no enunciado sinalizam para buscar o agente mais prevalente e não apenas comum. Alternativas com Clostridium e Pseudomonas podem parecer “elaboradas”, mas são menos frequentes.
Critérios diagnósticos e protocolos: Para confirmar ITU, é indispensável a urocultura positiva somada a sinais clínicos (febre, disúria, polaciúria, dor lombar) e, nas diretrizes atuais da Sociedade Brasileira de Pediatria, a identificação de E. coli é esperada na maioria dos casos confirmados.
Resumo final: A alternativa C (Escherichia coli) é a correta por ser o principal agente etiológico da ITU pediátrica, condizente com literatura e normativas atuais. Mantenha atenção a dados epidemiológicos “clássicos”: eles frequentemente embasam respostas em concursos.
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