Deve ser iniciada uma quarta medicação de classe medicament...

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Q1674013 Medicina
Uma paciente de 65 anos de idade, com obesidade grau 1 (peso = 85 kg, altura = 1,65 m), hipertensa há 20 anos, com adequado controle da pressão arterial, no período, utilizando diariamente anlodipino 10 mg e clortalidona 25 mg, comparece à consulta ambulatorial demonstrando pressão arterial de 170 mmHg x 95 mmHg, confirmada em duas medidas em ambos os membros superiores. Opta-se por introdução de enalapril 10 mg duas vezes ao dia. Ela retorna em duas semanas apresentando pressão arterial de 150 mmHg x 85 mmHg, com exames laboratoriais novos revelando um aumento de creatinina sérica de 0,9 mg/dL para 1,9 mg/dL, sem outras alterações laboratoriais.


Considerando esse caso clínico e os conhecimentos médicos correlatos, julgue os itens a seguir.  
Deve ser iniciada uma quarta medicação de classe medicamentosa diferente daquelas que a paciente já utiliza.
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Tema central: Hipertensão arterial sistêmica resistente à terapia e conduta diante de aumento de creatinina após introdução de IECA em paciente idoso.

Análise do caso clínico: Paciente idosa, obesa, hipertensa, cuja pressão arterial não estava plenamente controlada, motivando a introdução de enalapril (IECA). Após duas semanas, a pressão sofreu discreta redução (150 x 85 mmHg), porém destacou-se um aumento significativo da creatinina (de 0,9 para 1,9 mg/dL).

Justificativa da alternativa correta ("E"): Como ensinam as Diretrizes Brasileiras de Hipertensão Arterial – 2020 (Cap. 9), a introdução de IECAs pode elevar a creatinina, sobretudo nos primeiros dias a semanas. Esse efeito, geralmente transitório, resulta da modificação hemodinâmica renal imposta pelo bloqueio do SRAA (Sistema Renina-Angiotensina-Aldosterona). Segundo o protocolo citado: “Recomenda-se monitorar a função renal após o início do tratamento e considerar a redução da dose ou descontinuação do IECA se o aumento da creatinina for superior a 30% do valor basal.”

No caso, o aumento foi expressivo (>100%), justificando reavaliação da dose ou mesmo suspensão temporária do IECA, não a adição de novo anti-hipertensivo de classe diferente neste momento. Portanto, RESPOSTA: ERRADO, pois a prioridade deve ser a avaliação da função renal e ajuste da medicação recém-introduzida, e não ampliar o arsenal farmacológico.

Análise da alternativa incorreta ("C"): Introduzir uma quarta droga anti-hipertensiva neste contexto, sem investigar e manejar a nefrotoxicidade transitória, é conduta inadequada e pode agravar a situação renal ou mascarar complicações. As diretrizes recomendam avaliar primeiro os efeitos do IECA, particularmente quando há aumento abrupto da creatinina.

Dica para concursos: Fique atento ao aumento de creatinina após IECA, observe se o valor ultrapassa 30% do basal. Pegadinhas comuns incluem sugerir adicionar drogas antes de ajustar terapias que envolvem risco renal!

Resumo prático: O correto é monitorar e ajustar a dose do IECA, não adicionar nova droga.

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Comentários

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A afirmação está errada. A decisão de adicionar uma quarta medicação deve levar em consideração o histórico clínico da paciente, a eficácia dos medicamentos atuais e a causa do aumento da creatinina sérica. Neste caso, o aumento da creatinina sérica de 0,9 mg/dL para 1,9 mg/dL pode ser um sinal de insuficiência renal aguda, que é um efeito secundário conhecido do enalapril, um dos medicamentos que a paciente está tomando. Antes de adicionar uma nova medicação, o médico deve considerar ajustar a dose ou descontinuar o enalapril. Além disso, embora a pressão arterial da paciente ainda esteja alta, houve uma melhora em comparação à pressão arterial medida na consulta anterior. Consequentemente, adicionar uma quarta medicação sem antes ajustar as atuais pode resultar em controle excessivo da pressão arterial e possíveis efeitos secundários. Portanto, a afirmação é incorreta. Ao invés disso, o médico deve monitorar de perto a paciente e ajustar os medicamentos atuais conforme necessário.

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