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Q2236360 Farmácia
A nistatina é um antifúngico poliênico que cria poros nas membranas plasmáticas fúngicas ligando ergosterol e como não é absorvida através do trato gastrintestinal, as preparações orais são utilizadas apenas para tratamento de infecções fúngicas da membrana da mucosa oral ou do trato intestinal, entretanto, para as infecções fúngicas superficiais da pele, existem muitas preparações tópicas disponíveis que são eficazes. Para infecções fúngicas sistêmicas graves, apesar da toxicidade e efeitos adversos significativos, outro fármaco, cuja estrutura química e ação são semelhantes à da nistatina, pode ser administrada por via IV. Identifique, dentre das alternativas abaixo o fármaco em questão.
Alternativas

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O tema central da questão é o uso de antifúngicos poliênicos no tratamento de infecções fúngicas. Para resolvê-la, é necessário compreender as características de alguns antifúngicos, especialmente aqueles que têm estruturas e mecanismos de ação semelhantes.

A alternativa correta é a Alternativa B - Anfotericina B. A nistatina e a anfotericina B compartilham uma estrutura química semelhante, sendo ambas antifúngicos poliênicos. Elas agem ligando-se ao ergosterol nas membranas celulares dos fungos, criando poros que levam à morte celular. A anfotericina B é utilizada para infecções fúngicas sistêmicas graves e pode ser administrada por via intravenosa, apesar de seu potencial de toxicidade.

Vamos analisar as alternativas incorretas:

A - Griseofulvina: Este fármaco é utilizado para tratar infecções fúngicas, mas seu mecanismo de ação é diferente. A griseofulvina interfere na divisão celular fúngica ao inibir a mitose, e não tem relação estrutural com a nistatina.

C - Terbinafina: A terbinafina é um antifúngico que inibe a síntese de ergosterol ao bloquear a enzima esqualeno epoxidase. Apesar de também atuar no ergosterol, seu mecanismo e estrutura não são semelhantes aos dos poliênicos.

D - Itraconazol: Este é um antifúngico azólico que inibe a síntese do ergosterol, prejudicando a membrana celular fúngica. Sua estrutura e modo de ação são distintos dos poliênicos como a nistatina.

Compreender estas diferenças é crucial para a resolução da questão, já que a pergunta centraliza-se na similaridade estrutural e de ação entre a nistatina e outro fármaco, que é a anfotericina B.

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Anfotericina B, para pacientes com infecções fúngicas sistêmicas

Anfotericina e nistatina são macrolídeos poliênicos, ou seja, possuem a mesma estrutura química. Entretanto, a ANF B é usada em infecções sistêmicas e a nistatina em infecções mucocutâneas (uso tópico).

A alternativa correta é a B (Anfotericina B).

1. A Família dos Polienos: Estrutura e Mecanismo Comum

A nistatina e a anfotericina B pertencem à classe dos antifúngicos polienos. Eles compartilham características fundamentais:

  • Mecanismo Molecular: Ambos interagem hidrofobicamente com o ergosterol presente nas membranas plasmáticas das células fúngicas. Essa ligação resulta na formação de poros ou canais na membrana.

  • Consequência Biológica: Através desses poros, ocorre o extravasamento de moléculas pequenas e íons vitais, especialmente o potássio (K+), o que leva à desorganização da função celular e à morte do fungo (ação fungicida).

2. Diferenciação Clínica e Vias de Administração

Embora tenham ações bioquímicas quase idênticas, o uso clínico de ambos difere devido à toxicidade e à farmacocinética:

  • Nistatina: Devido à sua toxicidade sistêmica elevada, o seu uso é restrito a aplicações tópicas ou orais sem absorção (tratando apenas a mucosa oral e o trato intestinal, por onde passa sem entrar na corrente sanguínea).

  • Anfotericina B (A Resposta): É o fármaco de escolha para o tratamento de micoses sistêmicas graves e ameaçadoras à vida. Diferente da nistatina, ela pode ser administrada por via intravenosa (IV) lenta, permitindo que o fármaco circule e atinja diversos tecidos infectados.

3. Toxicidade e Desafios Terapêuticos

O enunciado menciona "toxicidade e efeitos adversos significativos". No caso da anfotericina B, o principal obstáculo é a nefrotoxicidade. Isso ocorre porque, embora prefira o ergosterol fúngico, o fármaco também possui afinidade pelo colesterol das membranas das células humanas, especialmente nos túbulos renais. Além disso, a infusão IV pode causar reações imediatas como febre e calafrios.

Por que as outras alternativas estão incorretas?

  • A (Griseofulvina): Não é um polieno; seu mecanismo envolve a ligação à tubulina e a desorganização do fuso mitótico. Além disso, é de uso exclusivamente oral e voltado para infecções superficiais.
  • C (Terbinafina): É um inibidor da esqualeno epoxidase, agindo em uma etapa anterior da síntese do ergosterol.
  • D (Itraconazol): É um antifúngico azólico (triazol) que atua inibindo a enzima C14 α-desmetilase, impedindo a conversão de lanosterol em ergosterol.

Fonte: Minhas referências no notebookLM:

Farmacologia do Golan

Farmacologia Ilustrada

Farmacologia Rang e Dale

  VOU SER O REI DOS PIRATAS!!!

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