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Homem de 27 anos, trabalhador rural, apresenta há 4 meses l...

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Q4192479 Medicina
Homem de 27 anos, trabalhador rural, apresenta há 4 meses lesão ulcerada, de bordas infiltradas, fundo granuloso grosseiro na perna direita. O exame histopatológico de lesão cutânea mostrou infiltrado inflamatório granulomatoso, linfo-histioplasmocitário, com formas amastigotas. Qual o diagnóstico e tratamento indicado?
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: D

Fundamento decisivo: O critério que define a questão é o achado histopatológico de formas amastigotas no tecido cutâneo, compatível com Leishmania. Somado à úlcera crônica de bordas infiltradas e fundo granuloso em trabalhador rural, isso aponta para leishmaniose tegumentar americana e, entre as opções, para o tratamento clássico com antimoniato de N-metil-glucamina.

Tema central: Leishmaniose tegumentar americana
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque paracoccidioidomicose não é identificada por amastigotas. O critério excludente aqui é histopatológico: em paracoccidioidomicose, esperam-se leveduras multigemulantes com morfologia típica, e não a forma tecidual da Leishmania. A lesão granulomatosa ulcerada isoladamente pode confundir, mas o agente visto no tecido afasta essa hipótese.
B
Errada
Está errada por incompatibilidade clínico-patológica e parasitológica. Toxoplasmose não corresponde ao quadro típico de úlcera cutânea crônica com bordas infiltradas e fundo granuloso, nem é diagnosticada por amastigotas em lesão de pele. A associação com azitromicina também não corresponde ao cenário descrito na base.
C
Errada
Está errada porque esporotricose é infecção fúngica e o exame histopatológico não mostraria amastigotas. Embora possa haver lesão ulcerada em contexto rural, o dado decisivo da questão é a identificação da forma parasitária tecidual, incompatível com Sporothrix. O erro é ignorar o achado anatomopatológico e decidir apenas pela morfologia da lesão.
D
Certa
A alternativa D é a correta porque reúne diagnóstico e tratamento compatíveis com os achados decisivos. Clinicamente, a úlcera de bordas infiltradas e fundo granuloso corresponde ao padrão clássico de leishmaniose cutânea. No anatomopatológico, o dado que praticamente resolve a questão é a presença de amastigotas, forma tecidual da Leishmania, em meio a infiltrado granulomatoso linfo-histioplasmocitário. Entre as alternativas oferecidas, o antimoniato de N-metil-glucamina é a terapêutica clássica associada à leishmaniose tegumentar americana em questões desse tipo.
E
Errada
Está errada porque cromomicose tem outro padrão histopatológico: esperam-se corpos escleróticos ou muriformes, não amastigotas. Itraconazol pode se relacionar ao tratamento da cromoblastomicose, mas o diagnóstico proposto não se sustenta diante da estrutura parasitária descrita no tecido.
Pegadinha da questão
A banca explora a tendência de valorizar apenas úlcera granulomatosa crônica em trabalhador rural, que entra no diferencial de várias dermatoses infecciosas. O desempate real está na palavra-chave 'amastigotas', que aponta especificamente para Leishmania.
Dica para questões semelhantes
  • Em úlcera cutânea crônica com diferencial amplo, use o histopatológico como critério de desempate quando o agente é descrito.
  • Amastigota em tecido humano é achado decisivo a favor de leishmaniose tegumentar.
  • Bordas infiltradas e fundo granuloso reforçam leishmaniose cutânea, mas o contexto epidemiológico sozinho não fecha diagnóstico.
  • Depois de definir o agente, confira se a alternativa traz a terapêutica classicamente associada à doença na prova.

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