Deve-se recomendar a essa paciente a suspensão do AAS de tr...
Gabarito comentado
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Tema central: A questão aborda o manejo perioperatório do ácido acetilsalicílico (AAS) em paciente em prevenção secundária por doença cerebrovascular aterosclerótica, submetida a cirurgia não cardíaca.
Justificativa da alternativa correta (E – errado):
Esta paciente, com histórico de acidente vascular encefálico (AVE) de origem aterosclerótica e indicação de AAS por prevenção secundária, será submetida a uma colectomia esquerda, cirurgia classificada como de risco intermediário para sangramento.
Segundo a I Diretriz Brasileira de Avaliação Perioperatória da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC):
"A aspirina não deve ser suspensa antes de uma intervenção cirúrgica, exceto nas neurocirurgias e prostatectomia transuretral."
A Sociedade Europeia de Cardiologia complementa que o AAS só deve ser suspenso se o risco hemorrágico for muito elevado – o que não é o caso da colectomia. Eles ressaltam, ainda, que a suspensão do AAS aumenta o risco de eventos trombóticos graves em prevenção secundária (risco maior para novo AVE ou infarto).
O estudo POISE-2 reforça que a suspensão do AAS não traz benefício em prevenir eventos isquêmicos e aumenta o risco de sangramento apenas em cirurgias de alto risco hemorrágico.
Análise das alternativas:
- C (certo): Incorreto, pois a recomendação é não suspender o AAS em prevenção secundária, salvo exceções (neurocirurgia).
- E (errado) – Gabarito: Correto, uma vez que a suspensão do AAS não se indica para o contexto clínico apresentado.
Dica de prova: Fique atento a detalhes do enunciado, como o tipo de cirurgia e o motivo do uso do AAS. Pegadinhas comuns incluem sugerir a suspensão do antiagregante em qualquer cirurgia, o que vai contra protocolos atuais.
Protocolos oficiais: Todas as grandes diretrizes nacionais e internacionais (SBC, ESC) reforçam: “Em prevenção secundária, não suspender AAS no perioperatório, exceto em cirurgias de altíssimo risco de sangramento.”
Resumo: O manejo seguro do AAS exige avaliação cuidadosa do risco trombótico frente ao hemorrágico, seguindo sempre as diretrizes. Neste caso, AAS deve ser mantido.
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