Escolar, seis anos, apresenta há três meses diarreia semilí...
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Tema central: Doença celíaca em pediatria — diagnóstico laboratorial e conduta frente à suspeita clínica.
A questão explora o raciocínio diante de sintomas sugestivos de doença celíaca em criança (diarreia crônica, distensão abdominal, perda ponderal e anorexia) e resultado laboratorial compatível, mas com anticorpo antitransglutaminase IgA inferior a 10 vezes o valor superior da normalidade, contexto típico na prática pediátrica.
Justificativa da alternativa correta (B - Realizar endoscopia digestiva alta):
Segundo o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) da Doença Celíaca do Ministério da Saúde:
"A biópsia duodenal é considerada o padrão-ouro para o diagnóstico da doença celíaca, especialmente em casos onde os níveis de anticorpos antitransglutaminase IgA estão elevados, mas não atingem valores superiores a 10 vezes o limite superior da normalidade." Nesses casos, a endoscopia digestiva alta com biópsia duodenal CONFIRMA a alteração histológica típica (atrofia vilositária, hiperplasia de cripta, linfocitose intraepitelial).
As principais referências clínicas (PCDT/MS, UpToDate, Nelson Tratado de Pediatria) reforçam que exclusão de glúten do início terapêutico só deve ser feita após DIAGNÓSTICO CONFIRMADO histologicamente, para evitar erros diagnósticos graves.
Análise das alternativas incorretas:
A) Solicitar anticorpo anti-endomísio IgA: Embora útil, só é indispensável caso haja dúvida sobre positividade da transglutaminase — e mesmo assim, jamais substitui a biópsia quando critério de valor ≥10x não está preenchido.
C) Iniciar dieta de isenção de glúten: Início precoce sem confirmação histológica é contraindicado. Pode mascarar o quadro, dificultando diagnóstico definitivo.
D) Dosar anticorpo antitransglutaminase IgG: Só indicado em déficit de IgA total, não relatado no caso.
E) Fazer colonoscopia até o íleo terminal: Método inadequado para diagnóstico de doença celíaca, pois alterações são no duodeno proximal.
Dicas para prova: Atenção aos limites laboratoriais (10x), à necessidade de confirmação histológica e à indicação precisa dos exames na abordagem da diarreia crônica. Pegadinhas: exclusão alimentar precoce, troca de exames padrão-ouro por auxiliares laboratoriais e uso indiscriminado de colonoscopia.
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