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Gabarito comentado
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Tema central: identificação de vidrarias usadas em titulações e suas funções. Em titulação, é essencial reconhecer o instrumento que libera o titulante com controle fino do fluxo para alcançar o ponto de equivalência com precisão.
Alternativa correta: D — bureta
A bureta é um tubo longo graduado com uma torneira (válvula) na extremidade inferior que permite controlar gota a gota o fluxo do titulante. É o padrão ouro para titulações ácido-base, complexométricas e redox, pois oferece alta resolução de volume e leitura pelo menisco. Boas práticas incluem: eliminar bolhas na ponta/torneira, posicionar verticalmente em suporte, pré-enxaguar com a solução titulante e verificar vazamentos. Referências clássicas: Vogel’s Textbook of Quantitative Chemical Analysis e IUPAC Gold Book (definições de bureta e titulação).
Por que as demais estão incorretas?
Erlenmeyer (A): frasco cônico, sem válvula. Usado para conter o titulado durante a titulação, permitindo agitação sem respingos e melhor mistura. Não controla fluxo; portanto, não realiza a dispensação do titulante. (Ver práticas clássicas de titulação em Vogel).
Kitassato (B): frasco de parede espessa com tubo lateral para filtração a vácuo. Não é graduado para medição precisa de volume, não tem torneira na ponta e não é usado em titulações.
Pipeta (C): instrumento para transferir volume fixo ou conhecido (volumétrica, Mohr, serológica). Em geral, não possui válvula para controle contínuo do fluxo gota a gota. Pipetas ajustáveis (micropipetas) possuem pistão, não torneira, e servem para dispensar volumes discretos, não para a etapa de titulação. Normas de desempenho de pipetas: ISO/CLSI para volumes, mas não substituem a função da bureta em titulação.
Estratégia para a prova
- Identifique as palavras-chave: “tubo longo” + “válvula/torneira” + “controlar o fluxo” + “titulação” → remete diretamente a bureta.
- Cuidado com a pegadinha “pipeta” (tubo longo e graduado), mas sem torneira e não usada para dispensação contínua.
Conservação e uso seguro
- Inspecione vazamentos na torneira e mantenha-a levemente lubrificada quando aplicável; nunca engordurar excesso para não contaminar reagentes.
- Lave com água destilada e enxágue com a própria solução a usar; mantenha em suporte, na vertical, e proteja de choques térmicos.
Boas práticas descritas em manuais de qualidade de laboratórios (ex.: WHO Laboratory Quality Management System) reforçam a calibração e o correto manuseio de vidrarias de classe A.
Gabarito: D — bureta.
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