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Q3615452 Técnicas em Laboratório
No exame do sêmen humano, alguns testes bioquímicos e microscópicos devem ser empregados para auxiliar no diagnóstico clínico. O potencial hidrogeniônico de uma amostra normal de sêmen humano, sem nenhuma condição de adoecimento, pode variar entre:
Alternativas

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Tema central: exame bioquímico do sêmen – especificamente o pH seminal, parâmetro importante na avaliação da fertilidade e na triagem de infecções/obstruções do trato reprodutor masculino.

Alternativa correta: C – 7,2 a 7,8.

Justificativa: O sêmen normal é levemente alcalino, pois a contribuição das vesículas seminais (alcalina) supera a da próstata (mais ácida). As principais referências (OMS/WHO – Laboratory Manual for the Examination and Processing of Human Semen, 5ª e 6ª ed.; UpToDate) indicam pH normal ≥ 7,2, geralmente até ~7,8–8,0. Valor nessa faixa favorece a sobrevivência dos espermatozoides no ambiente vaginal. Logo, a faixa 7,2–7,8 é a mais consistente com o padrão de normalidade aceito em manuais de referência.

Estratégia de prova: memorize que o sêmen normal é “Sete ponto Dois para cima”. Faixas que começam em ≤7,0 são ácidas demais; acima de ~8,0 são alcalinas demais, sugerindo patologia.

Análise das alternativas incorretas:

A) 5,5 a 6,5Muito ácido. Pode ocorrer em obstrução dos ductos ejaculatórios ou ausência/congênita de vesículas seminais, quando predomina o fluido prostático (ácido). Não representa normalidade (WHO Manual).

B) 6,0 a 7,0 – Ainda abaixo do limite de normalidade (7,2). pH < 7,2 deve levar à hipótese de obstrução de vias seminais ou alteração significativa da composição do ejaculado. Não é intervalo fisiológico típico (WHO, UpToDate).

D) 8,1 a 8,7Alcalino demais. pH > 8 é frequentemente associado a infecções do trato genital (prostatite, vesiculite) ou contaminação. Em amostras normais, esse patamar é incomum e requer investigação clínica (WHO Manual; Harrison’s).

Dica prática laboratorial: medir o pH após a liquefação e preferencialmente até 1 hora, com papel indicador de ampla faixa (6,0–10,0), para evitar alteração por perda de CO₂. Sempre correlacione com volume, viscosidade, contagem e motilidade espermática.

Pegadinha comum: alternativas que incluem 7,0 parecem “neutras”, mas o ponto de corte OMS é 7,2. E lembrar que valores persistentemente >8 sugerem infecção, não normalidade.

Referências essenciais: WHO Laboratory Manual for the Examination and Processing of Human Semen (5ª/6ª ed.); UpToDate – Semen analysis; Harrison’s Principles of Internal Medicine – avaliação do homem infértil.

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