O exame de sêmen humano é importante para situações que nec...
Gabarito comentado
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Tema central: padronização do período de abstinência sexual para o espermograma. Esse intervalo é crucial para reduzir a variabilidade biológica e permitir interpretação confiável de volume, concentração, motilidade e integridade do DNA espermático.
Alternativa correta: D — “três dias e no máximo cinco dias”. Esse é o intervalo ideal amplamente utilizado em laboratórios para otimizar a qualidade da amostra: após 3–5 dias há equilíbrio entre aumento de volume/concentração e manutenção de boa motilidade, além de menor risco de fragmentação do DNA. Embora a OMS recomende um intervalo aceitável de 2–7 dias, muitos serviços padronizam 3–5 dias para diminuir a variação entre coletas e melhorar a reprodutibilidade dos resultados.
Base científica: O WHO Laboratory Manual for the Examination and Processing of Human Semen (6ª ed., 2021) indica abstinência de 2–7 dias e, para comparabilidade entre exames, manter o mesmo intervalo. Revisões (UpToDate, “Semen analysis”, 2024) e diretrizes de laboratórios de reprodução (p.ex., SBRA) apontam 3–5 dias como janela ideal frequentemente adotada na prática.
Análise das incorretas:
A) 12–24 horas: período muito curto reduz volume e concentração, aumentando risco de pseudo-oligozoospermia. Maior variabilidade na liquefação e pH. Não atende às faixas recomendadas pela OMS.
B) 6–12 horas: ainda mais insuficiente. Pode até manter motilidade relativamente boa, mas com baixa contagem/volume, comprometendo a interpretação e comparabilidade. Fora do intervalo padronizado.
C) 7–30 dias: acima do máximo recomendado. Após >7 dias, há tendência a queda de motilidade progressiva, aumento de fragmentação de DNA e de espécies reativas de oxigênio, podendo simular astenozoospermia e piorar viscosidade.
Como raciocinar na prova:
- Ao ler “análise de sêmen” + “período de abstinência”, lembre: OMS: 2–7 dias; ideal de laboratório: 3–5 dias (quando a questão pede mínimo e máximo “recomendados/ideais”).
- Evite extremos: muito curto reduz contagem/volume; muito longo reduz motilidade e aumenta dano ao DNA.
Termos úteis: oligozoospermia (baixa concentração), astenozoospermia (baixa motilidade), fragmentação de DNA (dano genético associado a pior prognóstico reprodutivo).
Referências: OMS – WHO Laboratory Manual for the Examination and Processing of Human Semen, 6th ed., 2021; UpToDate (Semen analysis, 2024); recomendações práticas de laboratórios de reprodução humana (SBRA).
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