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Ano: 2019 Banca: FDC Órgão: SEHAC - RJ Prova: FDC - 2019 - SEHAC - RJ - Médico Pediatra |
Q1655857 Medicina
Lactente, 20 meses, encaminhado à unidade básica de saúde por contato intradomiciliar com tuberculose, apresenta PPD com enduração de 7 mm. A criança se mantém assintomática, com radiografia de tórax normal, e exame físico sem alterações. De acordo com o Ministério da Saúde, a possibilidade de tuberculose e a conduta nessa criança é
Alternativas

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Tema central: Esta questão aborda o rastreio e conduta frente ao contato domiciliar infantil de tuberculose, com foco na interpretação do PPD (prova tuberculínica) segundo protocolos oficiais.

Fundamentos para a resposta correta – Alternativa B:

Em crianças assintomáticas com contato intradomiciliar com tuberculose, é essencial realizar o PPD para investigar a infecção latente. Segundo o Manual de Recomendações para o Controle da Tuberculose no Brasil (Ministério da Saúde):

“Em crianças assintomáticas com contato intradomiciliar, a PT é positiva quando ≥5 mm de enduração. Conduta: excluir doenças ativa com clínica e RX. Se tudo normal, tratar infecção latente.”

Entretanto, Note que o enunciado relata sinais de ausência de doença ativa (assintomática, RX de tórax normal, exame clínico sem alteração): logo, neste cenário, não há certeza diagnóstica – é pouco provável doença ativa, mas a investigação deve prosseguir para fechamento do diagnóstico de ILTB (infecção latente da tuberculose) ou exclusão definitiva.

Análise das alternativas incorretas:

  • A) Muito provável, recomendando-se iniciar o tratamento: Errado. O teste sugere exposição prévia, porém sinais clínicos e RX normais afastam tuberculose ativa.
  • C) Possível, devendo-se iniciar tratamento a critério médico: Vaga e incompleta. Protocolos orientam investigação objetiva, não conduta apenas “a critério”.
  • D) Muito provável, indicando-se prosseguir na investigação: Superestima risco sem justificativa clínica/laboratorial.
  • E) Pouco provável, recomendando-se iniciar o tratamento: Incoerente. Não se inicia tratamento sem fechar orientação diagnóstica.

Pontos de atenção em concursos:

Tenha atenção a termos como “muito provável” ou “pouco provável” e conduta baseada em sinais clínicos e exames. A diferença entre tratar ativamente e seguir investigando é pivô de muitas pegadinhas.

Referência normativa:
“Em crianças assintomáticas com PT ≥5 mm, recomenda-se investigação clínica-laboratorial e, em caso de ausência de doença ativa, considerar tratamento para infecção latente” (Ministério da Saúde, Manual de Tuberculose, seção 4.6).

Resumo final: Criança assintomática com PPD de 7 mm e RX normal tem pouca chance de doença ativa, mas a investigação deve prosseguir conforme protocolos nacionais.

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Comentários

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A resposta correta é a alternativa B: pouco provável, devendo-se prosseguir a investigação. Isso porque a criança apresenta apenas uma enduração de 7mm no PPD e nenhum outro sinal ou sintoma de tuberculose, além de radiografia de tórax normal e exame físico sem alterações. De acordo com o Ministério da Saúde, é necessário investigar mais a fundo para confirmar ou descartar a possibilidade de tuberculose, antes de iniciar o tratamento. A conduta adequada seria encaminhar a criança para uma avaliação médica mais detalhada e realizar novos exames para confirmar ou descartar a doença.

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