Lactente, 20 meses, encaminhado à unidade básica de saúde p...
Gabarito comentado
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Tema central: Esta questão aborda o rastreio e conduta frente ao contato domiciliar infantil de tuberculose, com foco na interpretação do PPD (prova tuberculínica) segundo protocolos oficiais.
Fundamentos para a resposta correta – Alternativa B:
Em crianças assintomáticas com contato intradomiciliar com tuberculose, é essencial realizar o PPD para investigar a infecção latente. Segundo o Manual de Recomendações para o Controle da Tuberculose no Brasil (Ministério da Saúde):
“Em crianças assintomáticas com contato intradomiciliar, a PT é positiva quando ≥5 mm de enduração. Conduta: excluir doenças ativa com clínica e RX. Se tudo normal, tratar infecção latente.”
Entretanto, Note que o enunciado relata sinais de ausência de doença ativa (assintomática, RX de tórax normal, exame clínico sem alteração): logo, neste cenário, não há certeza diagnóstica – é pouco provável doença ativa, mas a investigação deve prosseguir para fechamento do diagnóstico de ILTB (infecção latente da tuberculose) ou exclusão definitiva.
Análise das alternativas incorretas:
- A) Muito provável, recomendando-se iniciar o tratamento: Errado. O teste sugere exposição prévia, porém sinais clínicos e RX normais afastam tuberculose ativa.
- C) Possível, devendo-se iniciar tratamento a critério médico: Vaga e incompleta. Protocolos orientam investigação objetiva, não conduta apenas “a critério”.
- D) Muito provável, indicando-se prosseguir na investigação: Superestima risco sem justificativa clínica/laboratorial.
- E) Pouco provável, recomendando-se iniciar o tratamento: Incoerente. Não se inicia tratamento sem fechar orientação diagnóstica.
Pontos de atenção em concursos:
Tenha atenção a termos como “muito provável” ou “pouco provável” e conduta baseada em sinais clínicos e exames. A diferença entre tratar ativamente e seguir investigando é pivô de muitas pegadinhas.
Referência normativa:
“Em crianças assintomáticas com PT ≥5 mm, recomenda-se investigação clínica-laboratorial e, em caso de ausência de doença ativa, considerar tratamento para infecção latente” (Ministério da Saúde, Manual de Tuberculose, seção 4.6).
Resumo final: Criança assintomática com PPD de 7 mm e RX normal tem pouca chance de doença ativa, mas a investigação deve prosseguir conforme protocolos nacionais.
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