Certo paciente de 58 anos de idade, vítima de AVC isquêmico...
A presença de hipernatremia grave refratária ao tratamento sempre inviabiliza a determinação de ME.
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Tema central: O tema desta questão versa sobre critérios e impedimentos para o diagnóstico de Morte Encefálica (ME), especificamente quanto ao papel da hipernatremia (aumento do sódio sérico).
Comentário Didático:
Morte encefálica é a cessação irreversível de todas as funções encefálicas, sendo seu diagnóstico fundamental para a ética hospitalar e a doação de órgãos. Seus critérios são rigorosamente definidos em protocolos oficiais e legislações brasileiras. Para a realização segura do protocolo, é necessário excluir causas reversíveis de coma, como distúrbios metabólicos e hidroeletrolíticos (exemplo: hipernatremia grave).
Segundo o Manual para Notificação, Diagnóstico de Morte Encefálica e Manutenção do Potencial Doador do Sistema Estadual de Transplantes do Paraná, “deve-se corrigir distúrbios hidroeletrolíticos antes de iniciar o protocolo.” Em caso de hipernatremia refratária, recomenda-se terapêutica específica, porém: a hipernatremia só impede o diagnóstico de ME se for a única causa justificadora do coma (p. 16 do manual citado).
Portanto, a presença de hipernatremia (mesmo que grave e de difícil controle) não inviabiliza necessariamente o diagnóstico de morte encefálica. Ela impede o início do protocolo apenas se for responsável isoladamente pela condição neurológica do paciente. Após a adequada busca e/ou tentativa de correção, se não for a única causa do coma, a investigação pode avançar normalmente.
Análise das alternativas:
- C (certo): Errada. A afirmação é absoluta (“sempre inviabiliza”) e está INCORRETA perante protocolos brasileiros e literatura atual.
- E (errado): Correta. Reflete a conduta segura e as diretrizes vigentes no Brasil para ME.
Ponto-chave de prova: Atente para generalizações nas alternativas (“sempre”, “nunca”, etc.), pois frequentemente constituem pegadinhas. Nos protocolos de ME, importa o contexto clínico global e a plausibilidade do distúrbio justificar totalmente o coma.
Resumo: A hipernatremia grave refratária não inviabiliza por si só o diagnóstico de morte encefálica, salvo quando é a única responsável pelo coma.
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