O princípio da massa na doutrina de segurança significa que ...
De acordo com os conceitos mundialmente consagrados a respeito da segurança de dignitários, julgue os itens a seguir.
O princípio da massa na doutrina de segurança significa que uma força inferior pode obter superioridade decisiva, desde que seja aplicada no momento e no local oportunos.
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A alternativa C é a correta.
Vamos entender o porquê:
O enunciado da questão trata do princípio da massa na segurança de dignitários. Este é um conceito estratégico amplamente aceito em operações de segurança. Ele sugere que uma força, ainda que inferior em número, pode alcançar uma posição de superioridade decisiva se for aplicada de forma eficaz no momento e local adequados.
Essa ideia está enraizada em práticas militares e de segurança, onde a concentração de forças em pontos críticos pode superar desvantagens numéricas ou logísticas. Essa doutrina é essencial para proteger dignitários, pois permite maximizar os recursos de segurança disponíveis, garantindo sua eficácia em situações de ameaça.
Justificando a alternativa correta:
A descrição no enunciado está alinhada com o conceito do princípio da massa. Ao afirmar que uma força inferior pode obter superioridade decisiva ao ser aplicada no momento e local oportunos, está correto, uma vez que reflete a essência deste princípio estratégico.
Alternativa C: Certo - Essa alternativa é correta porque reconhece a aplicação estratégica do princípio da massa, que é central na doutrina de segurança para dignitários.
Não há alternativas incorretas a serem justificadas, pois a questão se apresenta como uma proposição para ser julgada como certa ou errada.
Espero que a explicação tenha sido clara e útil para seu entendimento sobre o tema. Se precisar de mais alguma ajuda, estarei por aqui!
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Batalha de Canas (216 a.C.) e o Princípio da Massa
. Aníbal Barca, comandante cartaginês, demonstrou essa doutrina de forma clássica durante a Batalha de Canas, ocorrida em 216 a.C., durante a Segunda Guerra Púnica contra Roma.
Antes da batalha, os romanos reuniram um exército imenso, com cerca de:
80 mil soldados de infantaria e 6 mil de cavalaria, confiando que a força bruta e a superioridade numérica lhes garantiriam a vitória.
Aníbal, por outro lado, contava com aproximadamente 40 mil a 50 mil homens, incluindo infantaria leve, infantaria pesada africana e cavalaria númida e gaulesa.
A disposição inicial de Aníbal foi uma armadilha tática baseada no princípio da massa.
Ele colocou suas tropas mais leves e menos experientes, formadas por lígures, gauleses e ibéricos, no centro de sua linha de batalha. Esses soldados estavam dispostos em um arco convexo, propositalmente saliente para provocar o ataque romano.
Nas alas, Aníbal manteve sua infantaria pesada africana, altamente treinada e equipada. Nas extremidades, posicionou sua cavalaria, que era mais ágil e eficaz do que a cavalaria romana.
Quando a batalha começou, os romanos, confiantes em seu número, lançaram seu ataque principal exatamente contra o centro cartaginês.
Aníbal ordenou que suas tropas centrais recuassem gradualmente, transformando o arco saliente em uma linha côncava.
Os romanos, acreditando que estavam vencendo, avançaram cada vez mais, aprofundando sua formação e esticando suas linhas, o que criou pontos fracos em seus flancos.
Foi então que Aníbal aplicou decisivamente o princípio da massa:
suas tropas pesadas africanas, intactas nas alas, atacaram simultaneamente os flancos da formação romana, que já estava comprimida e desorganizada
. Ao mesmo tempo, a cavalaria cartaginesa, comandada por Maharbal, derrotou a cavalaria romana e atacou a retaguarda do inimigo.
Os romanos foram completamente cercados por todos os lados, presos numa armadilha mortal.
Essa manobra, chamada de duplo envolvimento ou cercamento total, anulou a vantagem numérica romana.
Dentro do cerco, os soldados romanos não conseguiam manobrar e eram mortos em massa, sem poder reagir.
O uso inteligente do terreno, da disciplina das tropas e da coordenação precisa permitiu que Aníbal, mesmo com forças menores, obtivesse superioridade local em cada ponto de ataque.
O resultado foi uma das maiores derrotas da história militar romana: estima-se que entre 50 mil a 70 mil legionários romanos foram mortos em um único dia.
Entre os mortos estavam cônsules, generais e senadores romanos, tamanha foi a devastação.
Assim, a Batalha de Canas é considerada o exemplo clássico do uso perfeito do princípio da massa: Aníbal concentrou seu poder onde e quando era decisivo, cercando e destruindo um exército maior por meio de uma combinação de estratégia, disciplina e conhecimento profundo da psicologia do inimigo.
Esta vitória permanece como uma lição estudada em academias militares até hoje.
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